A Sabedoria da Kabbalah

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A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Qui Set 11, 2014 12:09 pm

Segundo Dion Fortune,
Antes de todo trabalho espiritual começar devemos evocar a energia pura da Coroa Kether,
Para que o Mais Alto guie nossos passos nos trabalhos que venha a seguir.

Portanto, não há nada melhor para começar a escrever neste local de estudos do que Kabbalah,

Eu poderia começar dizendo muitas coisas sobre Kabbalah e sobre as suas ramificações e como tudo que encontramos em diversos pontos da Filosofia Oculta desagua neste manancial de conhecimentos guardados pelos sábios rabinos.

No entanto creio que cada coisa tem seu tempo e que devemos escrever aos poucos,
Em doses homeopáticas para evitar que o conhecimento seja tratado de maneira leviana e irresponsável.

Aqui caros estudiosos não trataremos da Kabbalah da maneira usual, mas de forma a esclarecer e mostrar que nem tudo o que é dito verdade,
E nem tudo o que é dito deve ser seguido ao pé da letra, pois o mundo foi feito em 7 dias , mas os dias do Criador são éons para a realidade humana,

E por falar em Realidade esse é o principal foco da Kabbalah,
Não se trata apenas dos nomes de Deus e dos anjos da Arvore da Vida,
Na verdade a compreensão de tais assuntos é tão transcendental que chegar a eles exige um reconhecimento do que realmente somos e porque estamos aqui neste momento estudando tais assuntos.

Cada coisa a seu tempo, pois não podemos preencher o Vaso que somos se ainda não estivermos purificados pela Luz da Misericórdia (Chessed),

Mas convido a todos a junto comigo colocarmos os questionamentos e dissertações sobre o tema.

Ficarei feliz em esclarecer duvidas e compartilhar os resultados das minhas pesquisas.

Saudações!

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Sab Dez 20, 2014 1:05 am

Bom,

Esse é um texto que escrevi para alguns amigos acerca da Kabbalah e dos possiveis engodos que encontramos por ai,

É um resumo de vídeos e livros sobre o assunto.


Kabbalah, Harry Potter e Percepção da Realidade


Kabbalah é a ciência de receber, é uma mapa transcendente da realidade humana que orienta e desenvolve o estudante para a aproximação do Criador. Fácil não?!

Pois bem, existem por ai muitas ideias equivocadas e malucas sobre o que viria a ser Kabbalah e como utiliza-la. Alguns Harry Potter's de plantão vão advogar a favor das construções magísticas com os nomes divinos e as Sephiroth afirmando que tais poderes darão ao individuo comando sobre os elementos e anjos... Seria possível?

A resposta para tais questionamentos eu devolveria com outros mais interessantes... Porque você vive? Qual o verdadeiro motivo pelo qual você, caro leitor, respira?  Porque desejamos controlar a realidade? E porque trememos intimamente ao ouvir os nomes Sagrados da Kabbalah?

As necessidades humanam e as perguntas acima inquietam e refletem uma realidade muito maior do que os livros da dita Kabbalah pratica advogam, primeiramente precisamos compreender o que somos, para então determinar o que faremos com as respostas que recebemos.

Somos uma caixa preta com cinco pequenas aberturas (alguns com outras a mais, mas a maioria com 5) , essas aberturas na verdade não são aberturas são resistências, membranas que captam e  filtram a Realidade Maior encaminham uma mensagem decodificada em impulsos bioelétricos para um supercomputador que funciona baseado em um Programa, este Programa define prioridades e interpreta os sinais biolétricos e processa aquela Realidade com base na satisfação do próprio Programa. Entenderam?!

Bom, vamos dar nomes aos bois, os sentidos captam uma parte da Realidade Ultima (a exemplo da visão humana que só capta o espectro do vermelho ao violeta), transformam a mensagem em impulsos bioelétricos que são processados pela massa cinzenta nos traduzindo apenas uma parte daquilo que realmente está lá fora.

Ou seja, Jovem Gafanhoto, você vive aprisionado em uma caixa em que acredita dominar, falar e fazer acontecer sendo que na verdade você interage com a uma infinitesimal parte da realidade. Considerando que a realidade tende ao infinito, dada as características do Criador, matematicamente seu contato com o Mundo Real tende a 0.

    Percepção Humana
--------------------------- ≈ 0 de Percepção
    Realidade Infinita

Portanto antes de pensar em conquistar o universo através dos nomes dos anjos e criador compreenda-se, ou como diria o Grande Oráculo de Delfos “Homem, conhece a ti mesmo.”


Saudações!

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Ter Mar 03, 2015 10:07 pm

Se pensarmos em explicar as verdades fundamentais da existência nos deparamos com abismos intransponíveis pela logica comum...
Existem muitas teorias a cerca do universo e da criação das coisas, que ficamos perdidos sem saber em que direção olhar.
A Sra Helena Pretrovna Blavatsky diz em sua obra-prima "A Doutrina Secreta" que todo o conhecimento ocidental e oriental surgiu de um único ponto comum, uma doutrina ensinada pelos hierofantes da escolas de mistérios que se acercavam de símbolos comuns para ensinar sobre a existência e todas as coisas procedentes dela. Essa doutrina por sua vez, ao se mesclar com o conhecimento "não iniciático", formaram as religiões justificando assim, a raiz comum de muitos conceitos transcendentes das diversas filosofias espalhadas pelo globo.

Mas o que isso tem a ver com a suas afirmações iniciais Malk? O que a raiz do conhecimento universal tem a ver com as perguntais fundamentais da existência humana?

Tudo, caros gafanhotos!
O conhecimento universal provem de uma Unica Fonte:  O Criador. O conhecimento alcançado  e entendido pela kabbalah é portanto uma das faces do prisma da Sabedoria Ultima.
Assim como na sabedoria Hindu as formas e historias da Torah remontam a eventos espirituais, e descrições dos mundos superiores através do Mundo Corpóreo. Ou seja, ao ler o Beresheet ( nome do Livro Genesis em hebraico) nos deparamos com varias narrativas que pela logica comum não poderiam ser alcançadas ou sequer realizadas, mas através de um sistema chamado Linguagem das Raízes (espiritual) e dos Ramos (corporalidade) os Kabbalistas descreveram os eventos espirituais usando as palavras deste mundo.
Com o auxilio dessa linguagem e da intenção correta pode o kabbalista construir uma ponte entre a corporalidade e a espiritualidade, alcançando pouco a pouco os degraus da escada da ascensão espiritual.
No entanto o conhecimento sobre si e sobre como opera a realidade faz-se necessário para conduzir até as Raizes Espirituais para que a Criatura sinta o Criador e conduza seus passos nessa direção.

Saudações!

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Ter Mar 03, 2015 10:15 pm

Já parou para observar os seus sentimentos? Como você se sente neste momento? Provavelmente esta entediado e buscava algo diferente para preencher o tempo. Talvez tenha tirado um tempo para se aprofundar nos conhecimentos ocultos... Mas o que realmente move você? O que o faz respirar, acordar, viver a sua vida? Porque você acaba de se acomodar na cadeira de uma forma diferente? Porque você come, trabalha, estuda e alguns poucos buscam as realidades espirituais?

Neste momento você deve estar chateado porque eu só faço perguntas e faço tantos rodeios para dar as vezes explicações simplistas para fenômenos tão "naturais".
Como diria uma famosa propaganda: as perguntas movem o mundo... E é a consciência da força e da intenção por trás de cada ato "comum" que poderemos nos elevar acima de nos mesmos e alcançar o Pensamento Supremo que governa e sustenta a Existência.

Mas voltando as perguntas, analise cada uma das respostas e o que tem de comum entre todas elas... Normalmente responderemos coisas como necessidades biológicas, necessidades sociais, necessidade de sobrevivência, necessidades existenciais afins, para vivermos mais confortavelmente, estava cansado da posição anterior e etc... O que há de comum aqui? Necessidades? Mas ai eu lhes pergunto, são necessidades mesmo ou eu posso desejar não ter nada disso? Posso parar de comer, parar de trabalhar parar de estudar... Posso desejar o que quiser no entanto nem sempre isso eh agradável a todos...

Percebem que buscamos sempre algo para nos satisfazer? Algo mais adequado as nossas inclinações? O que isso significa?


Ahh Malk! Você ta falando besteira eu não trabalho porque eu quero, eu trabalho porque eu necessito de dinheiro para comprar as coisas necessárias para viver...


Acho que a essa altura você esta com aquele sorriso no canto da boca percebendo a realidade por trás de suas motivações.


Perceber a natureza de nossas inclinações é o segundo passo rumo a Correção (Heb. Tikkun), a união com A Força que a tudo governa e sustenta.





Resumindo, somos seres que desejam receber prazer, seja ele na forma de necessidades básicas, reconhecimento social ou até mesmo um relacionamento dito sem interesses tem no seu fundo o desejo egoísta de satisfação própria. Essa natureza egoísta é exatamente oposta a Lei Natural ao próprio Criador.


Por isso, todas as nossas ações e pensamentos são orientados para a autossatisfação em seus mais variados aspectos, desde a sede por água até a sensação de "dever cumprido" ao fazer caridade.


Como havia falado em outras postagens, o conhecimento da nossa verdadeira natureza nos habilita questionamentos maiores e a verdadeira interpretação dos escritos kabbalisticos. Saberemos interpretar corretamente as intenções por trás de ações comuns e realizar o verdadeiro trabalho humano, corrigir-se.

Saudações!

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Ter Mar 24, 2015 11:46 pm

Indo um pouco além das perguntas existenciais,
O próximo passo é entender a estrutura da criação.

Afinal onde nós vivemos?
Que Realidade Ultima é essa Malk que você tanto fala.

Como disse anteriormente a nossa percepção não nos permite comtemplar a Completa realidade, mas existe em nós a potencialidade de alcançar essa Realidade.

Existem dois desejos básicos na Realidade, duas forçar sendo uma derivada da outra. Na verdade existem apenas duas entidades em toda a Realidade, mas isso vamos esclarecer mais adiante.

Existe Um Desejo que sempre existiu, a Vontade de Doar, O Criador, o Moldador dos Mundos, O Inefável, O Grande Arquiteto do Universo, D-us.
Por sua vontade a Criação veio a existência e ela está ai até hoje.

Com o advento da Criação, ou Manifestação do Criador surge um novo desejo na Realidade, O Desejo de Receber, a Criatura. Pois quem tem vontade de doar, quer doar algo e a alguém. Esse novo ente é completamente oposto ao Criador, sua natureza se opõe a do Criador, pois este quer Doar e cria algo que tenha um desejo de receber aquilo que o Criador tem para doar.

Entretanto da mesma forma que o raciocínio anterior, a Magnitude do Criador pressupõe um desejo ilimitado e irrestrito de Doar, por conseguinte é criado um Ser (Adam Ha Rishon) capaz de receber ilimitadamente aquilo que Criador quer doar.

Mas como o tópico esta ficando muito extenso eu vou ficando por aqui,

Saudações!

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Ter Mar 24, 2015 11:51 pm

Para deixa-los um pouco mais a par do tema lhe deixarei um excelente poema do Rav Isaac Luria

Rav Isaac Luria ( O Sagrado Ari) escreveu:Eis que antes das emanações serem emanadas e as criaturas criadas,
A Simples Luz Superior tinha preenchido toda a existência.
E não havia vazio, tal como uma atmosfera vazia, um vácuo ou um fosso,
Mas tudo era preenchido pela Luz Simples Ilimitada.
E não havia tal parte como cabeça, ou fim,
Mas tudo era Simples, suave Luz, equilibrada igual e uniformemente
E esta foi chamada Luz Sem Fim.
E quando sob a Sua simples vontade veio o desejo de criar o mundo e emanar as emanações,
Para trazer à luz a perfeição das Suas acções, Seus nomes, Suas apelações,
Que foram a causa da criação dos mundos,
Ele então restringiu-se a si mesmo, no meio,
Precisamente no centro,
Ele restringiu a luz.
E a luz partiu para longe para o que rodeia aquele ponto central.
E lá permaneceu um espaço vazio, um vácuo
Circulando o ponto central.
E a restrição foi uniforme
À volta do ponto vazio,
Para que o espaço circulasse uniformemente à sua volta.
Ali, depois da restrição,
Tendo formado um vácuo e um espaço
Precisamente no meio da luz sem fim,
Um lugar foi formado,
Onde o emanado e o criado possam residir.
Então da Luz Sem Fim uma única linha desceu,
Abaixo até àquele espaço.
E através daquela linha, Ele emanou, criou, formou e
Fez todos os mundos.
Antes que estes quatro mundos viessem a ser
Havia um infinito, um nome, em maravilhosa, oculta união,
E mesmo nos anjos mais próximos a Ele
Não havia força ou realização no Sem Fim
E não há mente que O possa percepcionar,
Pois ele não tem lugar, limite ou nome.


Saudações!

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Neo em Qua Mar 25, 2015 11:03 am

Estava ansioso por mais.
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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Qua Mar 25, 2015 9:49 pm

Neo escreveu:Estava ansioso por mais.

Obrigado pelo incentivo nobre irmão!
Então mãos a obra!


Como eu estava falando anteriormente existem duas Forças que constituem o nosso universo:

O Criador - a Vontade de Doar
E
A Criatura - A Vontade de Receber

Tudo mais que existe no universo é consequência dos graus de ocultação do Criador para a Criatura e as relações estabelecidas entre estas duas forças.

Malk, eu não estou entendendo bulhufas do que você está falando!
Porque o Criador se oculta de uma criatura se ele quer doar tudo o que pode para ela?

Se você chegou a esse raciocínio significa que esta no caminho certo...

A Criatura foi criada com a natureza oposta a do Criador, sua essência receber, na verdade o que ela mais deseja é receber.
Ela quer receber tanto que na verdade acaba por querer absorver toda a luz do Criador, sem o devido preparo e portanto não suporta receber toda a luz do Criador.

Isso é chamado a queda do homem, ou a quebra dos vasos,
Em seu estagio inicial a criatura tem um desejo não desenvolvido propriamente o que ocasiona as restrições e ocultações da Luz do Criador.

Isso dá origem ao processo de criação do mundo e das emanações,
Não estou falando aqui de eventos físicos mas sim espirituais,
Estou falando de forças, campos de influencia,
Neste estágio o Mundo (Olam) físico não existe mas apenas transformações da criatura em algo diferente do seu estágio inicial.

Creio que essa explicação breve nos dê margens suficientes para que eu possa falar da estrutura da Criação,

Peço desculpas aqueles que por ventura não estejam entendendo muita coisa...

Segundo Rav Laitman esse é um ótimo indicio de que você está no caminho certo.

Saudações!

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Guapo em Qui Mar 26, 2015 9:59 am

Ótimo tópico Malklord!

Qabalah é algo fascinante.

Cool

Aguardando a continuação!
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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Qui Mar 26, 2015 11:54 pm

Bom Agora eu vou partir para textos mais complexos,

Digamos que isso vai nos dar o embasamento necessário para compreender as próximas etapas,

Não se limitem, podem perguntar


Rav Yehuda Ashlag escreveu: "A sabedoria não é nada mais nada menos do que uma sequencia de raízes que estão suspensas por meio de uma relação de causa e efeito em regras predeterminadas resultando em único e destacado objetivo que é A revelação de Sua Divindade para Suas criaturas neste mundo".

Em seus escritos, o Rav Yehuda Ashlag nos explica que a Luz emanada do Criador designa o desejo de criar seres e agradá-los. Você deve se lembrar de que a Luz é a sensação do Criador, o prazer. Na Cabalá, nós chamamos isso de Fase da Raiz, cujo número é zero (0). Em hebraico, nós a denominamos Fase Shoresh ou Keter. Ela recebe o número zero porque é considerada a fase preliminar, que antecede a criação de qualquer coisa. É simplesmente o desejo de agradar e criar algo ao qual possa dar prazer.
Portanto, neste momento, tudo o que podemos dizer sobre a Fase Zero (Keter) é que o Criador deseja agradar, que Ele tem um desejo de doar, de dar, iniciando o processo de criar algo que possa receber o que Ele quer dar, ou seja, o prazer.

Na segunda etapa, denominada Fase 1, em hebraico - Fase Aleph (Hochma) - esta Luz cria um Vaso (Kli, em hebraico). O Kli é algo que tem a capacidade de conter uma substância. Ele tem limites. E assim como o soprador de vidro cria um vidro para reter a água ou outras bebidas, o Vaso é criado para conter algo dentro dele, que dê prazer.
O Vaso é criado de tal modo que seja perfeitamente adequado para cumprir esta finalidade. Em outras palavras, o Vaso é o desejo de receber prazer de uma maneira perfeita. Para entender a relação entre a Luz e o Vaso, a pessoa pode pensar num selo e a impressão que ele faz.
Uma analogia pode ser ainda mais simples se imaginarmos que estamos numa praia. Se pressionarmos nossas mãos na areia molhada e, em seguida, retiramos as mãos, deixaremos boas impressões de nossas mãos. Se a areia for fina o suficiente, poderemos ver até mesmo as linhas da palma da mão sobre a impressão.
A Bíblia nos diz que Deus criou o homem à Sua imagem. É exatamente a isso que eu me refiro. O Vaso é projetado exatamente dessa maneira, onde o Vaso, este desejo de receber prazer, une-se perfeitamente à Luz que o preenche completamente e o agrada.
A Luz em si tem uma característica única, um atributo, que é agradar, deleitar, dar prazer. O atributo do Vaso é exatamente oposto: é o desejo de receber, o desejo de experimentar o prazer. Assim, a Luz cria o vaso e, em seguida, preenche-o completamente. Porém, quando o Vaso está cheio, ele não apenas sente prazer, como também sente como o Doador se parece (como Ele é); ele sente o atributo de doação do Doador. Esta experiência de sentir quem está dando o prazer provoca o surgimento da próxima fase da criação.


A experiência de sentir não apenas o prazer, mas também o atributo do Doador, a doação, pode ser vista como uma transferência. O que é transferido ao Vaso é o atributo do Criador. Esta transferência faz com que agora o Vaso queira ser como a Luz. Em outras palavras, o Vaso sente esse atributo do Doador e quer fazer o que a Luz faz: dar sem restrição, ser como o Doador. Mas o Vaso não tem absolutamente nada para dar. Ele foi construído para receber. Assim, para chegar o mais perto possível de dar, ele pára completamente de receber. Esta etapa se chama Fase 2 - Fase Bet (Bina).

Agora, nós temos uma situação preocupante. O Vaso, que agora está vazio de Luz porque sentiu o Criador e desejou ser como a Luz, se recusa a receber. A Luz não consegue realizar aquilo que deveria fazer, e o Vaso não consegue fazer aquilo que deveria fazer. Se o Vaso tivesse qualquer coisa para dar, daria. Porém, a única coisa que ele pode fazer é o seguinte: recusar-se a receber qualquer prazer. Isso nos leva diretamente à fase seguinte, que a Cabalá chama de Fase 3 -- Guimel (Zeir Anpin). O Vaso sabe que o objetivo da Luz é criar e dar prazer a ele. Ele também sabe que a sua existência se baseia em receber prazer, que ele deve receber certa porção da Luz ou deixará de existir. Em resumo, a recepção é a natureza do Vaso.
Como o Vaso pode satisfazer o que necessita e, ao mesmo tempo, satisfazer o seu desejo de ser como o seu Criador? A Fase 3, Zeir Anpin (ZA), fornece a resposta. Na verdade, ela é uma fase mista, e a única resposta possível para este problema. O Vaso decide que receberá uma parte da Luz, mas com uma pré-condição. Ele só receberá a Luz, se for para dar prazer Aquele que o criou. Vamos repetir isso. O Vaso sabe que deve receber e irá fazê-lo, mas apenas se ele pode realizar a sua função com a intenção de agradar ao Doador.
O que está acontecendo aqui é muito importante. O Vaso, o desejo de receber, tem agora dois atributos diferentes, que podem ser comparados um com o outro. Ele sabe o que o desejo do Doador sente, e sabe qual é a sua própria natureza: receber. Ele tem o desejo de ser como o seu Criador (doar), e tem o desejo de receber prazer. Mas ele também sabe que a sua verdadeira natureza é uma recepção total e completa, algo que ele não pode mudar. Ele percebe que é muito mais natural para ele receber do que dar, pois é exatamente assim que ele foi criado. O que aconteceu aqui foi uma descoberta. Antes, esse Vaso não tinha percebido que a sua própria natureza era oposta a do seu Doador, e agora percebe. Isso nos leva à 4ª fase, que a Cabalá denomina fase Dalet (Malchut).

Essa percepção da sua verdadeira natureza leva o Vaso a uma decisão: de que ele deve fazer aquilo que foi projetado, e receber todo o prazer que a Luz traz, a totalidade dela. Algo especial aconteceu aqui: uma decisão independente. Nas três fases anteriores, o Vaso estava apenas reagindo sob influência da Luz. Porém, na quarta fase, o desejo de receber novamente toda a Luz é uma decisão totalmente independente. É isso que distingue esta fase (Fase 4) da Fase 1 ou Aleph (Hochma). Em ambas as fases, o Vaso só está recebendo; porém, agora, nesta última fase, o Vaso tem seu próprio desejo, independente. Esta independência é que nos permite chamá-lo de “criatura” ou “Criação". Em outras palavras, a recepção do prazer foi uma escolha do Vaso, e não do Criador.
Ele agora pode ser chamado de "criatura", porque o desejo realmente veio de dentro dele, e não diretamente da Luz, quando a Luz simplesmente o preenchia sem qualquer decisão por parte do Vaso. Quem lhe deu esta distinção foi a escolha. Ele pode receber ou não. Que decisão ele tomou? Ele escolheu receber, aceitar tudo mais uma vez. Antes disso, ele fora preenchido somente porque era o que o Criador queria. Em outras palavras, agora, o primeiro desejo independente de receber prazer da Luz nascera totalmente de dentro da criatura.



Este conceito é tão fundamental para o nosso trabalho! Vejamos um exemplo. Considere o processo do nascimento. Não importa o que façamos antes de nascermos, nós recebemos toda a nossa alimentação quer queiramos ou não; toda necessidade é atendida por nossas mães. Nós não temos absolutamente nenhuma escolha no assunto. Todos os nossos sistemas são estipulados por aquilo que nossas mães nos forneceram dentro do útero.
Uma vez que tenhamos feito aquela longa viagem pelo canal do nascimento e anunciado a nossa presença no mundo, geralmente com um grito de arrepiar os cabelos, tudo muda. No momento em que o cordão umbilical é cortado, os nossos sistemas começam a agir de forma independente. Nós começamos a respirar o ar por nós mesmos. Nosso suprimento de sangue é independente. Nossa alimentação deve vir de uma fonte externa até as nossas bocas. Certamente, os nossos pais ainda podem obrigar muitas coisas em nossas vidas, mas agora, quando estamos com fome, choramos. Quando precisamos ser mudados, fazemos com que nossos pais saibam disso. Ocorreu o processo de uma criação independente.

Para melhor ilustrar....




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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Neo em Sex Mar 27, 2015 1:42 am

Ótimo post.
O que mais me encanta nisso tudo é o quanto toda a Criação funciona como um eco da Unidade, o que aconteceu no princípio continua se repetindo em todos os níveis de todos os planos. É o que faz com que a melhor forma de evoluir no conhecimento da Obra Divina seja através de analogias. Isso é o que torna as mitologias e a observação da Natureza tão importante nessa busca.

Continue.
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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Seg Mar 30, 2015 10:51 pm

Obrigado nobre Irmão,

Bom dando continuidade as postagens,
Conforme falado anteriormente os Mundos e as Sephiroth são representações das transformações da Criatura até a manifestação como nós conhecemos,

Ou seja, quando pensarmos nas Sephiroth, devemos pensar em estágios de consciência,
Em planos de desenvolvimento e campos de influência.

Desta forma, cada um dos elementos das associados a esses estágios nos dão indicativos de como alcança-los. Sim a palavra alcançar tem o significado muito importante na kabbalah, pois é dito que o homem que caminha pela trilha da kabbalah está na verdade subindo a escada de Jacó, os 125 degraus da perfeição.



Mais adiante postarei sobre cada uma das Sephiroth bem como falarei das relações entre as Sephiroth e outros elementos da mundo, pois conforme aprendemos anteriormente, as palavras deste mundo pela linguagem das raízes e ramos falam de eventos espirituais,

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Sex Abr 03, 2015 1:35 pm



Nós temos um total de 125 níveis entre nós e o Criador. Primeiramente, existem os cinco mundos entre o Criador e o nosso mundo. Estes mundos são Olam Adam Kadmon, Olam Atzilut, Olam Beriá, Olam Yetzirá, e finalmente Olam Assiá. No final de Olam Assiá está o nosso mundo.
Cada mundo consiste de cinco Partzufim (plural para Partzuf) denominados Galgalta, AB, SAG, MA e BON. Cada Partzuf contém cinco Sefirot - Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin(Sephiroth de Chessed a Yesod) e Malchut.

À medida que Malchut se eleva através destes níveis, ela absorve todas as propriedades de cada fase e iguala seus atributos com os atributos do Criador. Este é o Objetivo da Criação. A primeira coisa que deve acontecer agora é a mistura de Malchut com as outras nove Sefirot.
Para esta tarefa, um Partzuf muito especial é criado. Este Partzuf contém Malchut e as nove Sefirot, de Keter à Yesod. Seu nome é Adam ha Rishon, ou simplesmente Adam. Se você estiver se perguntando se este Adam é o mesmo do Gênese da Bíblia, pode estar certo disso.
No princípio, a décima (Malchut) não estava conectada às nove Sefiroth. É por isso que foi dito que no princípio, Adam estava proibido de comer a fruta da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, ou seja, ele não tinha a consciência da percepção da Luz. Com a queda de Adam e a quebra de seus Vasos (desejos), as quatro fases superiores (as nove primeiras Sefirot), caem sobre Malchut.

Todos os movimentos espirituais de cima para baixo, de Malchut de Ein Sof até o nosso mundo e de volta para o mundo de Ein Sof, são predeterminados. Nada é planejado que não esteja de acordo com o objetivo da Criação. Este objetivo é alcançado quando a quarta fase se torna similar às fases 0, 1, 2 e 3, que estão contidas nas quatro fases.
Todos os mundos surgem como a descida do Criador de cima para baixo, ao longo dos 125 níveis dos cinco mundos. Isto é como uma restrição permanente do Criador, fazendo toda a Criação retroceder Dele, até que ela alcance o nível do nosso mundo, que já não O sente.
Quando a Criação se eleva, ela faz o caminho através dos mesmos 125 níveis dos cinco mundos, que foram formados para esta finalidade específica. Avançando um único nível lhe proporciona o poder de dar um salto até o nível seguinte.

A descida de cima para baixo é o processo de regressão da alma, mas a ascensão é o progresso. Durante a descida, o poder de cada nível diminui, porque ele esconde cada vez mais a Luz do Criador de Sua Criação. Mas o movimento inverso nos revela cada vez mais a Luz do Criador e nos concede o poder de superar obstáculos.

Olam ha Nekudim (O mundo que se quebrou)



As nove Sefirot altruístas que Malchut, sendo a parte egoísta, tenta usar para seu próprio benefício, caem dentro de Malchut.

Malchut desejou usar a Luz para seu próprio prazer, e a tela, tendo somente o poder de (2,2), não conseguiu resistir. Neste momento, o altruísmo e o egoísmo são misturados devido à quebra, e nós também vemos esta mistura em nosso mundo.
Um ponto interessante que os observadores astutos imediatamente perceberão é que a queda de Adam, como está descrita na Bíblia, não foi nenhum acidente. Foi uma necessidade. Sem essa queda, não haveria nenhuma mistura dos atributos do Criador com Malchut, e sem esta mistura não haveria nenhuma correção.

Agora, se uma forte Luz ilumina esta mistura e desperta Malchut, fazendo-a compreender sua própria natureza e o significado do Criador, Malchut pode se esforçar para ser como as Sefirot Superiores, isto é, a Luz do Criador. Mesmo que a quebra dos Vasos pareça ser uma ação anti-espiritual, na verdade ela é o único processo possível que permite à Malchut unir-se às propriedades altruístas do Criador e elevar-se até o nível Dele, numa fase anterior.
Após a quebra, são construídos dois sistemas paralelos dos mundos de Assiá, Yetzirá, Beriá, e Atzilut: um altruísta e outro egoísta. Estes mundos são construídos com base na quebra dos Vasos; é por isso que o sistema deles compreende especificamente a alma da pessoa. A alma de Adam também consiste de Vasos egoístas e altruístas. A queda de Adam combinou estes dois tipos de Vasos e seu Partzuf foi quebrado. Quando ascende ao nível apropriado no sistema dos mundos, cada parte quebrada pode descobrir o seu lugar.

A Shevirat Neshamot (quebra das almas) de Adam e a Shevirat Olam ha Nekudim (quebra dos Vasos no mundo de Nekudim) são construídas sob a mesma base. Os mundos são um tipo de envoltório externo para a alma. Em nosso mundo material, ele é o Universo, a Terra e tudo a nossa volta, que dá forma ao envoltório exterior, incluindo a humanidade dentro dele.

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Sex Abr 03, 2015 11:51 pm

Bom,

Eu sei que eu coloquei vários termos novos para alguns aqui,
Principalmente aqueles que estão estudando a Kabbalah pela primeira vez,
Mas é importante aos estudantes que nos habituemos com o vocabulário próprio desta sabedoria...

Digamos que os nomes próprios tem uma importância especial, principalmente quando vocalizados.
Cada uma das forças trabalhadas ressoa em nós quando pronunciamos devidamente as palavras.

Os nomes tem poder e o entendimento (na profundidade e amplidão da palavra) dá ao estudante forças para executar a obra mais importante:
A Correção (Tikkun).

Além disso, o texto anterior tem como função explicar o desenvolvimento da escada espiritual e consequente do ato de Adam Ha Rishon comer do fruto proibido.

Como já foi dito as palavras da Torah, falam de eventos espirituais, falam de estágios de consciência que a Alma passa desde a sua criação ao retorno à Casa do Pai.

A Criação parte do princípio que a Criatura se transforma inconscientemente durante o processo de descida à carne (Olam ha Hazer , o mundo da ocultação). De Kether à Yesod todas as transformações são direcionadas pela Ohr Hassadim (Luz da Misericórdia), a criatura apenas reage às impressões da Luz sobre ela. Isso justifica o fato da Malkuth estar desconectada das demais Sephiroth durante os primeiros estágios da Criação, Malkuth é o desejo de receber somente, é a natureza fundamental da Criatura, mas tal desejo até o momento não havia sido completamente desenvolvido o que só ocorre quando a Criatura deseja mais do que pode receber (por não ter um preparo suficiente) o que gera a Quebra dos Vasos.




Marcus Viana escreveu: "...Quebra o vaso de barro do teu coração
Com o melhor vinho do teu amor
Pois quer a lei que ele se perca no chão
E floresça o deserto aos seus pés..."

Saudações!

Cool

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Sab Abr 11, 2015 12:55 pm

Bom agora que falamos sobre a estrutura descendente da energia temos que nos preparar para estudar o retorno a morada celeste... digamos que primeiro precisamos ter o mapa da mina para que possamos encontrar o tesouro ultimo.

Ou seja o que vimos até a agora é a forma que a luz descende até o nosso mundo,

Agora vamos fazer o caminho de subida mas para tanto precisamos das ferramentas adequadas...

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Sab Abr 11, 2015 1:03 pm

COMO ESTUDAR CABALA


Varias centenas de anos atrás, era impossível encontrar livros de Cabala ou livros sobre esse tópico. A Cabala era ensinada apenas de um Cabalista para o outro e, assim, não alcançava a pessoa comum. Nos dias de hoje, a situação mudou.
Existe o desejo de disseminar  a sabedoria da Cabala e de convidar a todos para seu estudo. Ao estudar esses livros, o desejo pela espiritualidade cresce. A Luz circundante ativa-se com esse estudo e com isso nos aproximamos no mundo oculto que por ora se encontra distante e, cada vez mais, o desejo por espiritualidade cresce no estudante.


Cabalistas proibiram o estudo da Cabala por aqueles que não estavam ainda preparados, a menos que estudassem em circunstâncias especiais. Eles tratavam seus alunos com cuidado, para se assegurarem que estudavam da forma correta. Portanto, limitavam seus estudantes segundo alguns critérios. Baal HaSulam descreve estas razões no começo de sua “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”. No entanto, se compreendermos estas limitações como condições para que a Cabala seja entendida corretamente, veremos que seu objetivo e impedir que os estudantes tomem um caminho equivocado.

Atualmente, contamos com mais de  uma língua, melhores condições e uma determinação mais forte para o estudo da Cabala. Dado que as almas sentem a necessidade de  estudar Cabala, Cabalistas como Baal HaSulam escreveram comentários que nos  permitem estudar sem erros. Agora,qualquer um pode estudar  Cabala pelos seus livros.

O objetivo básico da Cabala é alcançar a espiritualidade.Para tanto, há apenas um requisito: estudo correto. Quem estudar Cabala corretamente progredirá sem ser forçado, pois não se pode ser coagido na espiritualidade.

Não devemos esquecer que a meta do estudo é descobrir a conexão entre si mesmo e o que está escrito. É para isso que os Cabalistas registraram em seus textos suas conquistas e experiências. Não para adquirir conhecimento a respeito de como a realidade está construída e como funciona, como na ciência. A intenção dos textos cabalísticos é permitir o entendimento e a assimilação da verdade espiritual.

Se alguém se aproxima dos textos para obter espiritualidade, estes converter-se-ão em uma fonte de  luz e o corrigirão. Caso se aproxime deles para obter sabedoria, serão para ele apenas sabedoria. A força que obterá e o ritmo de sua correção serão proporcionais à  sua necessidade interna.

Isto significa que, se a pessoa estuda corretamente, cruzará a barreira entre este mundo e o mundo espiritual. Ingressará em um âmbito de  revelação interior, atingindo a luz. Isto se conhece como o " belo sinal". Se não o consegue, significa que foi negligente na qualidade ou na quantidade de  seus esforços; não se esforçou o suficiente. Não se trata de quanto estudou, mas sim do quanto estava focado em suas intenções ou se lhe  faltou algo.


Caso possua o desejo de corrigir-se, poderá alcançar a espiritualidade. Só então lhe serão abertas as portas do céu que o permitirão alcançar outra realidade ou dimensão. Um estudo correto da Cabala lhe  permitirá subir a  este nível.

O caminho da Cabala rejeita qualquer forma de  coerção. Leva a pessoa a preferir a espiritualidade ao materialismo. A pessoa clarifica seu desejo por  espiritualidade, afastando-se das coisas materiais à medida que desaparece sua atração ou necessidade.


Estudar a Cabala incorretamente, ainda que com as melhores intenções, pode afastar-nos da espiritualidade. Este tipo de  estudante inevitavelmente fracassará.

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Sab Abr 11, 2015 1:04 pm

O ESTUDO DA CABALA POSSUE 3 PILARES: O PROFESSOR, OS LIVROS CORRETOS E O GRUPO.

O professor é aquele que já caminha nos mundos superiores e que guiará o estudante pela mão até que esse tb possa fazê-lo.

Os livros corretos são os escritos por aqueles que vivenciavam o mundo Superiores. São livros que os cabalistas escreveram uns aos outros para trocar idéias e se ajudar no estudo. Quem possui sentimentos espirituais poderá comprovar que estas obras o ajudam a continuar seu crescimento e desenvolvimento. É como realizar uma visita guiada a um país estrangeiro. Com a ajuda do guia, o viajante pode orientar-se e encontrar mais facilmente o seu paradeiro.

O grupo provê força. Todos têm, pelo menos, um desejo mínimo pelo materialismo e ainda menor desejo por espiritualidade. Uma forma para aumentar esse desejo e somar os desejos do grupo. Muitos estudantes juntos estimulam Ohr Makif (a Luz circundante). Embora os corpos físicos separem as pessoas, isso não afeta a espiritualidade, já que nesse campo, o ponto do coração é compartilhado por todos, resultando em um desejo ainda maior.

Todos os cabalistas estudaram em grupo. Rav Shimon Bar Yochai tinha um grupo de estudos, assim como Ari. Um grupo é essencial para que haja progresso. É a principal ferramenta da Cabala e todos são avaliados de acordo com as suas contribuições ao grupo.

Os textos e o cabalista ajudam o aluno a não se desviar do modo correto de estudar. Ele deve trabalhar em si mesmo e no seu mundo interior. Ninguém sabe a posição do outro no grupo, nem o seu nível de espiritualidade. Os livros, o grupo e o cabalista apenas nos ajudam a permanecer no estudo e a aumentar o desejo por espiritualidade, no lugar de perseguir a realização de outros desejos que nada valem.

Para ajudar os estudantes a evitar fracassos, uma lista de perguntas e respostas e um índice de palavras e expressões foi incluído. Durante o estudo, a atenção dirige-se para a verdade espiritual e não para a medida da compreensão. Importa se o estudante deseja progredir espiritualmente e não se ele deseja apenas evoluir intelectualmente.

É verdade que as pessoas são atraídas para a Cabala com a esperança de terem sucesso. Somos todos constituídos pelo nosso desejo de receber prazer. Essa é a nossa essência, mas com o estudo apropriado, alguns de nós alcançam a espiritualidade e eternidade. Outros, sem o estudo apropriado, têm a ilusão de que alcançaram algo espiritual. Na verdade, eles perdem a chance de alcançar a espiritualidade ainda nesta vida.

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Sab Abr 11, 2015 2:21 pm

O Desenvolvimento dos Desejos


Nossos níveis de desenvolvimento dependem do nosso desejo de receber. Essa é a nossa substância - nosso desejo de receber, o qual evolui continuamente. Entretanto, o desenvolvimento do desejo de receber é gradual.

Primeiro ele evolui em desejos físicos, focando nas necessidades do corpo. Mesmo que as pessoas vivam sozinhas, elas ainda assim necessitam de comida, sexo, família e moradia. É isso o que o corpo necessita. Assim, esses desejos físicos foram os primeiros a se desenvolver, nos primórdios da humanidade. Depois veio o desejo por riqueza e dinheiro. O desejo de receber continuou crescendo.

Seguindo o desejo por dinheiro veio o desejo por honra e poder. Agora vemos que mais pessoas começaram a evoluir. Aqueles focados em desejos físicos foram para os desejos por riqueza. Os que visavam desejos por riqueza, buscaram honra e poder. E após os desejos de honra e poder vieram os desejos por conhecimento científico, a partir da Idade Média, especialmente no tempo da Renascença.

Em nossos dias, começou a surgir o desejo por espiritualidade. Cada vez que as pessoas vêm para esse mundo, trazem um desejo de receber maior, com um grande ego por trás. Foi por essa razão que os ensinamentos foram mantidos em segredo, para que não fossem mal utilizados.

Quando aparece o desejo por espiritualidade? Depois que a pessoa tenha se desesperado com o seu desenvolvimento nos níveis anteriores e tenha atingido o estágio em que parece não existir mais nada nesse mundo que possa satisfaze-la. Só então ela pergunta: qual é o propósito da minha vida? Por que eu existo? Qual a razão dessa vida com todo esse sofrimento?

Essas questões levam uma pessoa a questionar sua origem, "De onde vem minha vida? Essas dúvidas são de um Plano Superior, podemos assim dizer. Esse é o desejo terreno de receber, tudo o que acontece nesse mundo. Daqui para a frente começa o desejo espiritual de receber.

Agora, aquele que busca começa a perguntar sobre coisas que estão além desse mundo, sobre as razões que estão além das desse mundo. Nesse ponto está o momento de revelar a sabedoria da Cabala. Por que? Porque a Cabala responderá a essas questões e quando a sabedoria é revelada, esta revelação vai nos aperfeiçoar, nos suportar e nos corrigir.

Uma vez corrigidos, estaremos protegidos dos nossos egos e não poderemos nos fazer mal. Entenderemos como a realidade é construida e entenderemos o Mundo Superior. Conheceremos a Providencia e o governo do Mundo Superior sobre nós.

Só então, depois que a sabedoria da Cabala for revelada, nós teremos permissão para abrir todos os demais ensinamentos e aprender como fizemos tudo errado no passado. Nesse ponto, com certeza, não poderemos mais nos fazer mal.

É por esta razão que o mundo hoje está atravessando um período muito difícil de crises. No passado, toda vez que ocorria uma crise, ela era substituida por uma nova crise. Se era uma crise econômica, essa era substituida por uma crise espiritual. Se não era espiritual, se transformava em crise cultural, e se não fosse cultural, então seria tecnológica. Elas de algum modo estavam sempre substituindo uma por outra e assim a humanidade ia evoluindo.

Hoje, chegamos a um ponto em que não importa com que tipo de especialistas falemos - filósofos, físicos, humanistas, cientistas ou sociólogos - todos chegaram a um brusco final em seu desenvolvimento. Estão completamente incapacitados em sua habilidade de antever o caminho certo a ser seguido. São incapazes de ver ou entender e sentem-se incapacitados de se desenvolver.

Neste ponto, dizem os Cabalistas, e somente neste ponto, a sabedoria da Cabala deve ser revelada, porque ela fornece as respostas que os especialistas estão buscando. Em outras palavras, agora existe uma carência e a sabedoria da Cabala é revelada em função desta carência. Então agora é a hora de ser revelada.

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Sab Abr 11, 2015 2:34 pm

“Ascenção Espiritual: subindo a escada de Jacó”



O único propósito de tudo o que acontece no nosso mundo é fazê-lo atravessar a barreira entre o nosso mundo e o mundo espiritual. Assim que atravessa-la, você começará a avançar na espiritualidade.
De onde vem essa barreira? O contato com O Criador só pode existir se você, assim como Ele, tiver a intenção de doar. Como Ele criou você sem a intenção de doar você está afastado Dele. Esta separação é chamada de barreira, Machsom, pois ela o separa do contato direto com O Criador. A boa notícia é que você pode atravessar tal barreira e encontrar o Criador “face a face” simplesmente desejando a intensão de doar.

Tendo examinado todos os seus desejos egoístas no nível chamado “este mundo” , Olam ha Zeh, surge um novo desejo. Um desejo especial de ser espiritual (como o Criador) é o ponto no coração. Questões como “porque estou sofrendo?”, “de onde vem a dor e o que ela quer de mim?”, “existe alguma razão para o sofrimento?” e “tudo isso vale a pena?” são uteis se  as incertezas lhe derem motivo para solicitar orientação sobre a forma de evoluir. Elas são ainda mais úteis se você utilizá-las para aumentar seu desejo pela espiritualidade. Quando você começa a se fazer essas perguntas, é claro sinal de que você começou sua ascensão na escada espiritual.
O único pré-requisito para embarcar nessa jornada espiritual é o desejo de fazê-lo. Não pode haver nenhum progresso se você não deseja-lo antecipadamente. No nível espiritual, a evolução deve ser consciente e voluntária.

Os mundos espirituais tem o que poderia se chamar de um mecanismo de ensino construído dentro deles. Eles podem nos ensinar de que forma devemos direcionar o nosso desejo de dar ao Criador. Apesar de funcionarem no “piloto automático”, o que significa que eles se desenvolvem como um processo de causa e efeito, o principio diretor em cada um deles é: “eu não receberei se não for para o Criador”. Quando uma pessoa adentra os mundos espirituais é isso que eles ensinam: como pensar mais no Criador e menos em si mesmo. Nesse sentido a relação entre os mundos e a criatura é semelhante a um grupo de trabalhadores da construção ensinando um principiante o que fazer. Eles ensinam cada tarefa demonstrando-a. Pouco a pouco, a criatura (Nós) pode começar a “consertar os seus desejos” e assim transformar a sua recepção do Criador num ato de Doação.

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Guapo em Seg Abr 20, 2015 6:35 pm

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A Arvore da Vida

Mensagem por Malklord em Seg Abr 27, 2015 11:30 pm



Dion Fortune escreveu:a Árvore da Vida

1. Para podermos compreender o significado de qualquer Sephirah particular, devemos antes analisar as linhas gerais da Etz Chain, a Árvore da Vida, como um todo.

2. Trata-se de um hieróglifo, ou seja, de um símbolo composto, com o qual se procura representar o cosmo em toda a sua complexidade, e também a alma do homem nas relações que esta mantém com aquele; a quanto mais estudamos esse símbolo, mais descobrimos que ele constitui uma representação perfeitamente adequada do que procura expressar; utilizamo-lo da mesma maneira pela qual o engenheiro ou o matemático utiliza sua régua de cálculos - para investigar a calcular as complexidades da existência, tanto visível como invisível, seja na natureza externa, seja nas profundezas ocultas da alma.

3. Como se pode observar pelo Diagrama , o hieróglifo consiste na combinação de dez círculos dispostos de determinada maneira a unidos entre si por linhas. Os círculos são as Dez Sephiroth Sagradas a as linhas constituem os Caminhos, que perfazem o total de vinte e dois.

4. Cada Sephirah (forma singular do substantivo plural Sephiroth) representa uma fase de evolução e, na linguagem dos rabinos, as Dez Esferas recebem o nome de Dez Emanações Sagradas. Os Caminhos entre elas são fases da consciência subjetiva, os Caminhos ou graus (do latim gradus, "degrau"), através dos quais a alma desenvolve a sua compreensão do cosmo. As Sephiroth são objetivas; os Caminhos são subjetivos.

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Seg Abr 27, 2015 11:56 pm

Malkuth



Malkuth é a manifestação final das forças da Árvore da Vida, o último estágio da energia onde ela se solidifica. Porém, Malkuth não é formada apenas pela matéria, mas também seu aspecto psíquico e sutil.

Em Malkuth aprende-se a lidar com a matéria e perceber sua real influência e poder. Ignorando esta lição, o magista fatalmente fracassará se tentar elevar-se na Árvore, pois a influência dos quatro elementos o acompanhará enquanto habitar este plano. Portanto, uma operação no plano de Malkuth é realizada por uma ação no plano físico.

Títulos: o Reino (Mem, Lamed, Kaph, Vau, Tau), Portal, Portal da Morte, a Porta da Filha dos Poderosos, a Mãe Inferior, Malkah, a Rainha Kallah, a Noiva, a Virgem, Schehinah.

Imagem Mágica: Uma jovem coroada sentada no trono.

Arcanjo: Sandæphon.

Símbolos: O altar do cubo duplo. A cruz de braços iguais. O círculo mágico. O triângulo da arte.

Coro Angélico : Ashin, Almas de Fogo.
Chakra Cósmico: Cholem ha Yesodoth; Esfera dos Elementos


Correspondências no Microcosmo: Os pés. O ânus.

Virtude: Discriminação

Vício: Avareza, inércia.

Experiência Espiritual: Visão do Sagrado Anjo Guardião.

Cartas do Tarô: Os 4 Dez: 10 de Paus, 10 de Copas, 10 de Espadas e 10 de Ouros.

Nome Divino: Adonai Malekh ( o Senhor que é Rei) ou Adonai ha Aretz (o Senhor do Mundo).



Animais: Esfinge.

Plantas: Os cereais (são a fundação do Pantáculo representando Nephesh), Romã, Lírio, Hera e Salgueiro.

Pedra: De Cristal, lembrando-nos o auforisma:Kether está em Malkuth e Malkuth em Kether, no entanto de maneira diferente.

Qliphoth: Lilith, a Mulher da Noite



Dion Fortune escreveu:
1. Já se terá observado que a conformação da Árvore abrange três triãngulos funcionais, mas que Malkuth não participa de nenhum deles, estando isolado; dizem os cabalistas que ela recebe as influências ou emanações de todas as outras Sephiroth. Mas, embora Malkuth seja a única Sephirah que não participa de um triãngulo, ela é também a única Sephirah representada por diversas cores em vez de uma única, pois ela se divide em quatro quadrantes, que são atribuídos aos quatro elementos: Terra, Ar, Fogo e Água. E, embora não seja funcional em nenhum triângulo, ela representa o resultado final de todas as atividades da Árvore. Malkuth é o nadir da evolução, o ponto mais afastado do arco em expansão, pelo qual passa toda a vida antes de retomar à sua origem.

2. Malkuth recebe o nome de Esfera da Terra; mas não devemos cometer o erro de pensar que os cabalistas designam por Malkuth apenas a Esfera terrestre. Eles designam também a alma da Terra - isto é, o aspecto sutil a psíquico da matéria, o número subjacente do plano físico que dá origem a todos os fenômenos físicos. Ocorre o mesmo com os quatro elementos. Eles não são a terra, o ar, o fogo, e a água dos físicos, mas os quatro estados em que a energia pode existir. O esoterista os distingue de suas contrapartes mundanas referindo-se a eles como o Ar do Sábio, ou a Terra do Sábio, conforme o caso. Ou seja, o elemento Ar ou Terra. como os conhece o iniciado.

3. O físico reconhece a existência da matéria em três estados. Em primeiro lugar, o sólido, em que as partículas componentes aderem firmemente umas às outras; em segundo lugar, o líquido, em que as partículas se movem livremente umas sobre as outras; em terceiro lugar, o gasoso, em que as partículas tentam separar-se o mais possível umas das outras, ou, em outras palavras, difundir-se. Esses três estados da matéria correspondem aos três elementos Terra, Água, a Ar, a os fenômenos elétricos correspondem ao elemento do Fogo. A ciência esotérica classifica todos os fenômenos que se manifestam no plano físico sob essas quatro rubricas, pois acredita que estas ofereçam a chave para a compreensão verdadeira de sua natureza; a ela reconhece que qualquer força dada pode passar de um estágio ao outro sob certas condições, assim como a água pode existir tanto num estado de gelo e vapor como em sua fluidez normal.

4. O esoterista vê em Malkuth o resultado final de todas as operações; só depois de os pares opostos terem alcançado o equilíbrio que estabelece o estado de Terra, ou coerência, é que se pode dizer que eles completaram um ciclo de experiência. Quando este é alcançado, eles constroem um veículo permanente de manifestação a estereotipam suas reações; o mecanismo de expressão assim desenvolvido torna-se auto-regulador, a continuará a funcionar sem alarde, assim como o coração humano abre a fecha suas válvulas com perfeita regularidade, em resposta a um ciclo estereotipado de impulsos e à pressão sangüínea.

5. O ponto capital concernente a Malkuth é que nela se completa a estabilidade. É na inércia de Malkuth que repousam suas virtudes. Todas as outras Sephiroth são dinâmicas em vários graus; mesmo o Pilar central só atinge o equiliôrio quando em funcionamento, como um equilibrista que caminha sobre um arame.

6. Como as demais Sephiroth, Malkuth só pode ser entendida se a considerarmos em sua relação com as vizinhas. Mas, nesse caso, só há um vizinho - Yesod. Não se pode compreender Malkuth a não ser por meio do entendimento de Yesod.

7. Embora Malkuth seja essencialmente a Esfera da forma, a coerência das partes, salvo as correntes mecânicas a as atrações a repulsões eletromagnéticas, depende das funçôes de Yesod. E Yesod, embora seja essencialmente uma Sephirah que produz formas, depende, para a manifestação de suas atividades, da substáncia fomecida por Malkuth. As formas de Yesod são "a tela com que se tecem os sonhos", que absorvem as partículas materiais de Malkuth para incorporar-lhes as formas. São sistemas de correntes em cuja estrutura se erguem as partículas físicas.

8. É semelhante a situação de Malkuth. Ela é matéria inanimada até que os poderes de Yesod a animem.

9. Deveríamos conceber o plano material como o signo exterior e visível da atividade etérea invisível. Malkuth, em sua essência primeira, só é conhecida com a ajuda dos instrumentos do físico. Não é necessário dizer que onde há vida, lá está Yesod, porque Yesod é veículo da vida; mas devemos compreender também que, onde há qualquer espécie de atividade elétrica ou condutividade, seja de cristais, metais ou químicos, há força yesódica em funcionamento. É esse fato que toma certas substâncias adequadas para a utilização como talismãs, porque elas se carregam de força astral.

10. Não é possível compreender nestas páginas um estado detalhado da física esotérica; cumpre, no entanto, dar ao estudante uma compreensão dos princípios que explicam esse conceito do mundo material, que parece serum manto visível lançado sobre uma estrutura invisível.

11. A natureza exata da relação entre Yesod a Malkuth precisa ser claramente entendida, pois é muito importante para o trabalho oculto prático. Yesod é, naturalmente, o princípio que confere as formas, a toda forma que é edificada nessa Sephirah tomará corpo na Esfera de Malkuth, a menos que contenha incompatibilidades, pois tenderá a atrair as condições da expressão material. As partículas materiais, contudo, são extremamente resistentes e inertes em sua natureza, e é apenas operando o aspecto mais tênue da matéria - que o iníciado chama de elemento Fogo - que as forças yesódicas podem produzir qualquer efeito. Assim que se obtém uma resposta desse Fogo elemental, os outros elementós podem por sua vez serem influenciados.

12.O Fogo elemental, contudo, é uma espécie de sobreestado da matéria com que apenas os físicos mais avançados têm qualquer familiaridade. Poderíamos chamá-to antes de estado de relações do que de uma coisa em si. O Ar elemental poderia ser descrito como a capacidade para obter essas relações e, como tal, ele é o princípio da vida física, pois é apenas na medi. da em que a matéria tem uma capacidade para a organização que a substância orgánica é possível. A Água elemental, a Água do Sábio, é na verdade protoplasma; e a Terra elemental é matéria inorgânica.

13. Ora, cada um desses tipos.de força organizada a de capacidade de reação tem a sua própria natureza defmida, da qual não se afasta por qualquer força no cosmo manifesto. Mas, como há inter-relações definidas de influência a expressão entre esses quatro estados elementais, é possível, utilizando suas influências recíprocas, obter resultados que por falta de compreensão são chamados de "mágicos". Esse é, na verdade, o método mágico de manipular as tênues formas elementais, mas é também o método ao qual a vida recorre para fazer a mesma coisa; a sea Magia é algo mais do que auto-sugestão, ela deve utilizar os métodos da vida - isto é, ela precisa operar por meio da intermediação do protoplasma, pois o protoplasma, em sua curiosa estrutura reticular, serve de veículo para a força magnética sutil do Fogo do Sábio, transmitido pelo Ar elemental. Em outras palavras, o operador precisa utilizar o seu próprio corpo como um arranque automático, pois é o magnetismo de seu próprio protoplasma que fornece a base de manifestação de qualquer força que é introduzida na Esfera de Malkuth. Levado à sua conclusão lógica, esse é o princípio de geração tanto dos protozoários como dos espermatozóides.

14. O conceito moderno da matéria aproxima-se bastante daquele que tem sido sustentado pela ciência esotérica desde tempos imemoriais. O que os nossos sentidos percebem são os fenómenos que se podem atribuir à atividade de diferentes tipos de forças, comumente organizados a combinados. Apenas por meio de uma compreensão da natureza dessas forças é que podemos entender a natureza da matéria. A ciência exotérica está procurando resolver o problema refinando sua concepção da matéria, no sentido de extrair-lhe toda a substãncia. O que o físico agora conhece como matéria está muito longe do cònceito comum que se tem desse aspecto da natureza.

15. O esoterista, observando o problema do ponto de vista oposto, assinala que matéria a mente são dois lados da mesma moeda, mas que há um ponto de investigação em que é proveitoso mudar a terminologia, a falar de forças a formas em termos de psicologia, como se elas fossem conscientes e finalistas. Segundo sua óptica, isso nos permite lidar muito melhor com os fenómenos que encontramos do que se nos limitássemos aos termos que se aplicam apenas à matéria inanimada e à força cega a não-direcionada. Devemos sempre, pela natureza do nosso intelecto, utilizar a analogia como uma ajuda para a compreensão; se as analogias que utilizamos nesse nível de investigação são as analogias da matéria inanimada, descobriremos que elas são táo limitadas que conduzirão ao erro e à limitação e, em vez de esclarecer, darão lugar à confusão.

16. Se, contudo, utilizarmos as terminologias da vida, da inteligência e da vontade consciente, tendo o cuidado de adaptá-las às necessidades do estado muito rudimentar de desenvolvimento com que temos de lidar, descobriremos que temos uma analogia que é iluminadora em vez de limitadora, e que nos permitirá avançar em nossa compreensão.
17. É por essa razão que o esoterista personifica as forças mais sutis e as chama de Inteligências. Ele as aborda como se de fato fossem inteligentes, e descobre que há um lado sutil em sua própria natureza a consciência que responde a elas, a ao qual, como acredita convictamente, elas respondem. Pelos menos, haja uma resposta mútua ou não, seus poderes para tratar com elas ficam, por else meio, muito mais desenvolvidos do que quando ele as encara como um "concurso fortuito de acidentes sem relação".

18. Malkuth é o nadir da evolução, mas devemos encará-la não como o abismo último da não-espiritualidade, a sim como a bóia de sinal de uma corrida de barcos. Todo barco que retoma ao ponto de partida sem ter dado a volta pela bóia é desclassificado. Ocorre o mesmo com a alma. Se tentarmos escapar da disciplina da matéria antes de termos dominado suas lições, não avançaremos na direção do céu, mas sofreremos um atraso em nosso desenvolvimento. São esses desertores espirituais que saltam de um rebanho a outro nas inúmeras organizações que nos chegam do Extremo Oriente a do Extremo Ocidente. Eles descobrem no idealismo vulgar uma escapatória para as rigorosas leis da vida. Mas esse não é um meio de progresso, a sim um meio de retirada. Mais cedo ou mais tarde, eles terão de enfrentar o obstáculo a explicá-lo. A vida os agrupa a os coloca novamente à frente tal dificuldades, a utiliza o chicote e a espora da enfermidade psicológica, pois aqueles que não querem enfrentar a vida se dissociam, e a dissociação é a causa primária de muitas enfermidades de que a mente é a herdeira.

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Guapo em Qua Abr 29, 2015 5:41 pm

Interessante essa imagem que colocou acima do esquema com as atribuições.

Concorda com esse diagrama que atribui planetas à Kether, Chokmah e Daath?
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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Qua Abr 29, 2015 7:48 pm

Concordo e não concordo,
Eu não simpatizo muito nas ligações planetárias com as Sephiroth,
Na verdade eu coloquei essa imagem para falar um pouco sobre a arvore,
Mas eu colocarei muitos modelos durante o tópico.

Um dos pontos principais ao compreendermos o estudo das Sephiroth são os comportamentos internos do indivíduo, as relações com o mundo externo são para tentar ilustrar os movimentos internos...

Portanto eu se pensarmos em ultima análise,
Nenhuma das atribuições às Sephiroth possuem sentido exceto aquelas que são experimentadas pelo indivíduo em sua ascensão espiritual.

Por exemplo o livro A Cabala Mística de Dion Fortune é fruto das meditações dela sobre a Arvore,
O que não significa que seja a verdade dos planos de manifestação da realidade suprema.

Afinal nosso vocabulário é extremamente limitado pra conter aquilo que nossos pobres sentidos absorvem.

O intuito dessas postagens é dar um direcionamento e dar a lanterna para iluminar o caminho,

No entanto somente os verdadeiros adeptos terão a coragem de caminhar com suas próprias pernas e questionar as informações.

Cool


Creio que me estendi de sobremaneira para responder a sua pergunta mas espero ter esclarecido ^^

Saudações!

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Qui Abr 30, 2015 12:32 am

Yesod



Títulos: A Fundação (ou Fundamento), Casa do Tesouro das Imagens, Tudo, Tzedeq Jesod Olahm (O Virtuoso é a Fundação do Mundo).

Imagem Mágica: Um belo homem nu.

Arcanjo: Gabriel.

Símbolos: Perfurmes, sandálias .Diana, Hécate, Adonis, divindades lunares em geral e também transmorfas.

Virtude: Indenpendência.

Vício: Inatividade, ócio.

Experiência Espiritual: Visão do Mecanismo do Universo.

Cartas do Tarô: Os 4 Noves: 9 de Paus, 9 de Copas, 9 de Espadas e 9 de Ouros.

Nome Divino: Shaddai el Chai (o Deus Vivo Todo-poderoso ou Força Vital Divina).

Pedra: Quartzo. O ouro é encontrado no quartzo, relacionado a glória oculta do processo sexual.

Qliphoth: Gamaliel, o Asno Obceno.


Yesod, sephirah traduzida como Fundamento, Fundação ou Alicerce. Situa-se na Arvora da Vida abaixo e entre Netzach e Hod e acima de Malkuth, pertencendo assim ao Pilar Central da Arvore e ao Triangulo Inferior das Emanações. Devemos conceber Yesod, portanto, como o receptáculo das emanações de todas as outras Sephiroth ,e como ensinam os cabalistas, sendo o único a imediato transmissor dessas emanações a Malkuth.

Yesod é o depósito de imagens do inconsciente humano também chamado de plano astral ou luz astral. Como as águas do mar refletem a luz do sol, ela reflete (filtra) a imagem de Thiphereth. A "refração" mística ilude. Belas ou terríveis as figuras do inconsciente tanto auxiliam quanto ludibriam. Quase sempre não são claras, principalmente nos sonhos, porém por trás delas reside a verdade. O ato reflexivo é presente em Malkuth, pois tudo que existe na sephirah da terra é construído antes na esfera do ar ou como dizem os chineses, o símbolo vem antes do objeto.

Yesod é a "Fundação". Representada pelos órgãos sexuais humanos, esta sephirah carrega a força sexual, a libido, o impulso instintivo gerador da vida. Seu planeta é a Lua, astro símbolo do comportamento feminino. Inconstante, misterioso, belo. Rege as marés, sendo as águas o caminho para o autodescobrimento.

O Sefer Yetzirah nos diz: "Ela (Yesod) purifica as Emanações. Prova a corrige o desenho das suas representações e as dispõe a unidade em que elas estão desenhadas sem diminuição ou divisão." Esse conceito é esclarecido, ademais, pela natureza da experiência espiritual atribuída a Yesod, que é descrita como "a visão do mecanismo do Universo".

Temos, então, a idéia das águas fluidas do caos reunindo-se a organizando-se por meio das "representações" que foram "desenhadas" Na esfera de Hod; a "prova, correção a disposição da unidade" final dessas "representações" ou imagens formativas resultam na organização do "mecanismo do Universo", cuja visão constitui a experiência espiritual dessa Sephirah. De fato, Yesod poderia ser corretamente descrita como a Esfera do mecanismo do universo. Se comparássemos o reino de Malkuth a um grande navio, Yesod seria a casa das máquinas.

O universo material é um enigma insolúvel para o materialista, porque ele insiste em tentar explicá-lo nos termos de seu próprio plano. Eis uma coisa que jamais poderá ser feita em qualquer Esfera de pensamento. Nada pode ser explicado em termos de si mesmo; só se pode fazé-lo, relacionando-se uma coisa num todo maior. Os quatro elementos dos antigos encontram sua explicação num quinto elemento, o Éter, como sempre afirmaram os iniciados. Reza uma doutrina da filosofia esotérica que os quatro estados visíveis de Malkuth têm sua raiz num quinto estado, Yesod, que é invisível.

O sentimento associado à Yesod é o Compromisso, O compromisso é a suprema conexão emocional. Enquanto as outras qualidades (amor, disciplina, compaixão, tolerância e humildade) são interativas, ainda manifestam dualidade: aquele que ama e o que é amado. A ênfase se dá nos sentimentos da pessoa, não necessariamente na mutualidade. O compromisso, por outro lado, é uma completa fusão dos dois.

Sem um compromisso, nenhum sentimento pode ser verdadeiramente percebido. Comprometer significa conectar; não apenas sentir pelo outro, mas ligar-se a ele. Não apenas um penhor de compromisso, mas devoção total. Cria um canal entre o doador e o receptor. O compromisso é eterno. Desenvolve uma união permanente que viverá para sempre através do fruto perpétuo que produz.

O compromisso é o alicerce da vida. É a espinha dorsal emocional da psique humana. Todos precisam de compromisso para florescer e crescer. O vínculo entre a mãe e o filho; entre o marido e a mulher; entre irmãos e irmãs; entre amigos íntimos.

O compromisso é afirmação; dá à pessoa o senso de que faz parte; de que "sou importante," "sou significativo e importante." Estabelece confiança - confiança em si mesmo e confiança no próximo. Instila confiança. Sem compromisso e acalanto não podemos perceber quem somos.

O compromisso canaliza todas as qualidades das emanações prévias num liame construtivo, dando-lhe o sentido de "alicerce". Ao passo que todos os outros sentimentos humanos são emoções individuais, pavimentos separados de um edifício e cada um deles um componente necessário da experiência humana, o compromisso canaliza e integra eles todos em um vínculo que cria um alicerce sobre o qual a estrutura das emoções humanas apoia-se firmemente. Comprometer-se é dar tudo de nós, não apenas uma parte; não é uma emoção, mas todas elas. Por isso, Yesod canaliza o espectro das outras emanações.

O alicerce de Yesod é diferente de um alicerce comum. Não repousa apenas sob os mais elevados níveis da estrutura, mas envolve-os todos. Um fundamento rochoso da psique emocional não pode permanecer separado, mas deve incluir e permear todas as emoções.E apenas então pode o compromisso ser construtivo e eterno.

Saudações!

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Qui Abr 30, 2015 12:39 am

O Mundo Inteiro Será Preenchido Com O Conhecimento Do Criador


O mundo está se desenvolvendo e entrando numa nova era chamada “A Era do Messias”, uma era em que a ciência da Cabala está sendo revelada às massas. Muitos estão começando a entender o plano do seu desenvolvimento e do mundo. Não existe mais um Cabalista desenvolvendo os desejos sem o consentimento das massas. Agora as pessoas estão exigindo o desenvolvimento consciente por si mesmas, como crianças crescidas. A Luz de Hochma (a revelação do Criador às criaturas) está começando a ser revelada em todo o mundo.

Antes havia apenas um cabalista e muitos outros indivíduos, mas agora eles estão começando a se aproximar. No passado, um Cabalista corrigiria os desejos das massas em seu nível, mas agora, para trabalhar com elas, ele precisa descer ao nível delas. Devido à correção preliminar que o Cabalista fez em seus desejos, as pessoas sobem e o Cabalista desce em direção a elas para que elas possam compreendê-lo.

Por exemplo, em sua profecia, o Baal HaSulam pediu que o Criador descesse, para que ele pudesse falar em uma linguagem que as pessoas pudessem entender. Embora as massas e o Cabalista estejam agora conectados através de um trabalho comum , a Luz Superior só vem através dele devido a um desejo consciente das massas. Como resultado, mudanças positivas ocorrem no mundo. Sem a Luz Superior o mundo não poderia existir. Assim, de geração em geração, os Cabalistas (Yechidei Segula) trabalharam com discrição.

No entanto, agora tudo é diferente. Devido aos preparativos que foram feitos ao longo de todas as gerações até hoje, nós precisamos começar as ações comuns conscientes, para que se cumpra a citação -“Todos Me conhecerão, tanto os pequenos quanto os grandes”. A humanidade precisa aprender que a nação de Israel ( não a nação física como conhecemos mas aqueles que despertaram o ponto no coração) tem a ciência da Cabala. Nós precisamos ajudar a revelar tudo isto em conjunto, de modo que “as nações do mundo trarão os filhos de Israel sobre seus ombros para a construção do Terceiro Templo”, a alma comum quebrada.

Nós precisamos atingir juntos o método de correção (unificação) das nossas almas, de modo que o Criador nos encherá com Sua revelação. Para isso é necessário o trabalho mútuo, e, portanto, nós precisamos nos dirigir a todas as nações do mundo para explicar a nossa tarefa comum. Nós precisamos revelar a ciência da Cabala desde a ocultação, de acordo com a exigência delas, e todos juntos – elas graças a nós, e nos graças a elas – entenderemos esse método.

Por isso, hoje há uma comunidade mundial de pessoas que estudam Cabala. De fato, elas nos levarão a esta relação correta em todo o sistema mundial. Cada um que hoje estuda conosco é conhecido como “Israel” (“Yashar El“- direto ao Criador), uma vez que cada um tem um ponto no coração. No entanto, através deles, nós sairemos em direção às nações do mundo real, aos que são incapazes de despertar para a espiritualidade sozinhos. Como o Baal HaSulam diz: “A sabedoria da Cabala sairá dos limites de Israel e preencherá o mundo inteiro”.

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Ter Maio 19, 2015 11:15 pm

Hod



Título: Hod, Glória. ( Em hebraico: Hé, Vau, Daleth.)

Imagem Mágica: Um hermafrodita.

Localização na Árvore: Na base do Pilar da Severidade.

Texto Yetzirático: 0 oitavo Caminho chama-se Inteligência Absoluta ou Perfeita, pois é o instrumento do Primordial, a não possui raízes, com as quais possa penetrar a implantar-se, salvo nos lugares ocultos de Gedulah, da qual emana sua essência característica.

Nome Divino: Elohey Tzebaoth, o Deus das Hostes.

Arcanjo: Miguel.

Coro Angélico: Beni Elohim, Filhos de Deus.

Chakra Cósmico: Kokab, Mercúrio.

Experiência Espiritual: Visão do esplendor.

Virtude: Veracidade.

Vício: Falsidade. Desonestidade.

Correspondéncia no Microcosmo: Os quadris a as pernas.

Símbolos: Nomes a versículos. Avental.

Qliphoth:Samael, O Veneno de Deus

I

1. Os dois poderes primordiais do universo estão representados na Árvore da Vida por Chokmah a Binah, forças positiva a negativa. Afirmam os cabalistas que, embora toda Sephirah emane a Esfera que se lhe segue em ordem numérica, essas duas Supremas, uma vez estabelecida a Árvore, se refletem diagonalmente de um modo particular: Essa característica é claramente indicada no Texto Yetzirático dessa Sephirah, o qual afirma que Hod "não possui raízes com as quais possa penetrar a implantar-se, salvo nos lugares ocultos de Gedulah, da qual emana sua essência característica". Gedulah, lembremos, é outro nome de Chesed.
2. Binah é o Dador de Forma. Chesed é anabolismo cósmico, a organização das unidades formuladas por Binah em estruturas complexas e interatuantes; Hod, o reflexo de Chesed, é por sua vez uma Sephirah de Forma, e representa esse princípio coagulador em outra Esfera.
3. Chokmah, por outro lado, é o princípio dinâmico; ela se reflete em Geburah, que é o Catabolismo Cósmico, representando a ruptura do complexo no simples, a qual libera energia latente; a isso se reflete novamente em Netzach, a força vital da Natureza.
4. É importante notar, para a compreensão das cinco Sephiroth inferiores, que o presente estágio de evolução representou algum grau de desenvolvimento da consciéncia humana nessas Esferas. Tiphareth representa a consciência superior, em que a individualidade se une à personalidade; Netzach a Hod simbolizam, respectivamente, os aspectos da força a da forma da consciéncia. Porque a consciência humana avançou um grau de desenvolvimento nessas Esferas, sua natureza puramente cósmica é consideravelmente excedida por suas influências; e, como a consciência humana, desenvolvendo-se em Malkuth, é uma consciência de formas derivada da experiência das sensações físicas, as condições de Malkuth se refletem, numa forma rarefeita, em Hod a Netzach, a em grau menor em Tiphareth; Yesod está ainda mais marcadamente condicionada pela influência amplificadora da Malkuth.
5. Isso se deve ao fato de que a mente de qualquer ser, tendo obtido um grau suficiente de desenvolvimento para alcançar uma vontade independente, opera objetivamente sobre seu meio e, dessa forma, o modifica. Ilustremos esse ponto por meio de um exemplo. As criaturas de desenvolvimento inferior, como as formas simples de vida que não têm poder motor, como as anêmonas, só podem exercer uma influência muito limitada sobre seu meio; mas uma criatura de tipo superior a mais inteligente pode exercer uma influência muito grande sobre o meio ambiente, forçando-o, por sua inteligência a energia, a conformar-se à sua vontade, como quando um castor constrói um dique. Os seres humanos, a mais elevada de todas as criaturas da matéria, aprenderam a exercer uma influência profunda sobre seu meio, de modo que o globo terrestre está gradualmente se sujeitando à vontade do homem.
6. No que concerne a cada nível de consciência, as condiçôes são exatamente análogas. A mente realiza suas construções por meio do estofo mental a da natureza das forças espirituais do cosmo, exatamente como a anêmona retira sua substância da nutrição que a água lhe traz. Os tipos supepores de personalidade, contudo, são análogos aos tipos superiores de animals, porque podem, num grau crescente, de acordo com a sua energia a capacidade, influenciar o seu meio sutil; a mente edificada no estofo mental faz sentir seu poder no plano mental.
7. Observamos, ao tratar do plano astral - que é essencialmente o nível de função dos aspectos mais densos da mente humana -, que as forças e fatores desse plano se apresentam à consciência como formas etéreas de um tipo distintamente humano; e, se abordarmos o assunto filosoficamente, e não credulamente, teremos dificuldades para explicar como isso se dá. O iniciado, contudo, tem sua explicação. Ele declara que foi a própria mente humana que criou essas formas, representando para si mesmo essas forças naturais inteligentes como formas portadoras de um tipo humano, a raciocinando por analogia que, como elas são individualizadas, sua individualidade deve ter a mesma espécie de veículo para a manifestação que a sua própria individualidade.
8. Essa não é, naturalmente, uma constatação óbvia. De fato, essas formas de vida, quando deixadas a si próprias, terminam sua encamação nos fenômenos naturais, constituindo seus veículos coordenações de forças naturals, tais como um rio, uma cadeia de montanhas ou uma tempestade. Sempre que o homem entra em contato com o astral, seja como um sensitivo ou um mago, ele cria as formas à sua semelhança, para representá-las como forças sutis, fluídicas, a assim entrar em contato com elas, compreendendo-as e submetendo-as à sua vontade. Ele é uma verdadeira criança da Grande Mãe, Binah, a leva suas propensões naturais para organizar a construir forma a qualquer plano que seja capaz de exaltar-lhe a consciência.
9. As formas percebidas no plano astral por aqueles que são capazes de vê-las são as formas produzidas pela imaginação humana para representar essas forças naturais sutis que pertencem a formas de evolução diferentes da nossa. As inteligências de outras formas de evoluçâo que não a humana, se entram em contato conosco, podem às vezes ser persuadidas a fazerem use dessas formas, assim como um homem pode pôr um escafandro a descer para outro elemento. Um certo tipo fundamental de magia se dedica a fazer essas formas e a induzir as entidades a animá-las.
10. Consideremos o que ocorre quando tal processo está em ação. O homem primitivo, que é muito mais sensível do que o homem civilizado, devido ao fato de sua mente não estar tão elaboradamente organizada pela educação, percebe intuitivamente que há algo sutil atrás de uma unidade altamente complexa de força natural que a diferencia de qualquer outra unidade. Os homens percebem subconscientemente esse aspecto num grau muito maior do que querem admitir; a não é por obra do simples acaso que damos nomes femininos aos furacões, ou chamamos, em inglês, os rios de "pal". Um selvagem, que sente essa vida que existe por trás dos fenômenos, tenta fazer contato com ela para poder aliar-se-lhe. Como não pode, obviamente, esperar conquistá-la, ele precisa achegar-se a ela, assim como o faria com outras vidas estranhas animadas nos corpos de outra tribo. Para entrar em acordo com alguém, precisamos parlamentar. Não se pode entrar em acordo com pessoas que não parlamentam. O selvagem imagina, raciocinando por seu próprio método primitivo de analogia, que os seres por trás dos fenômenos repousam num reino semelhante àquele em que sua própria vida onínca ocorre; como os sonhos diurnos são estreitamente afros aos sonhos noturnos, a têm a vantagem de estar submetidos à vontade, ele tenta aproximar-se desses seres de outra esfera penetrando-lhes o reino; ou seja, ele fabrica no sonho diurno ou na fantasia a aproximação mais estreita de que é capaz com as visões da noite, e, se consegue alcançar um alto grau de concentraçâo, é capaz de fechar sua consciência desperta a penetrar voluntariamente no estado onírico, formulando um sonho regido por sua própria vontade.
11. Para conseguir esse propósito, ele formula em sua imaginação um retrato mental que visa representar o ser que é o gêmo governante do fenômeno natural com que deseja entrar em acordo; ele o formula muitas e muitas vezes; ele o adora; ele o reverencia; ele o invoca. Se a invocação é suficientemente fervorosa, o ser que está buscando o ouvirá telepaticamente e poderá interessar-se pelo que ele está fazendo; se sua adoração a os sacrifícios lhe são agradáveis, poderá obter sua cooperação. Aos poucos, ele pode ser domado a domesticado; e, por fim, pode ser persuadido a animar, de tempos em tempos, a forma que se construiu com o estofo mental à guisa de veículo. O sucesso dessa operação depende, naturahnente, do grau em que o adorador aprecia a natureza do ser invocado, a ele só pode fazê-to na medida em que o seu próprio temperamento partilhar dessa natureza.
12. Se esse processo tem êxito, conseguimos, então, a domesticação de uma parte da vida da Natureza, encamando-a na forma pela qual os seus adoradores a conhecem. Enquanto a forma astral se mantém viva pelo tipo apropriado de adoração empreendido pelos adoradores com a necessária capacidade para entrar em comunhão com essa espécie de vida, dispomos de um deus encarnado, que desceu ao âmbito da percepção humana. Cessando a adoraçáo, o deus se retira para sua morada no seio da Natureza. Se existem outros adoradores, contudo, que possuem o conhecimento necessáno para edificar uma forma em consonância com a natureza da vida que deve ser invocada, e a simpatia imaginativa necessária para invocá-la, é algo relativamente simples atrair uma vez mais à forma a vida que estava acostumada a animá-la; não mais difícil, do que apanhar, com uma cesta de aveia, um cavalo que vive em estado selvagem nos pastos.
13. Poder-se-á dizer que tudo isso não passa de especulação fantástica a puro dogmatismo. Como posso eu saber que é esse o modo pelo qual agia o homem primitivo? Porque é esse o método de ação que a tradição secreta dos Mistérios nos transmitiu desde tempos imemoriais, a porque, quando esse método é empregado por alguém que adquiriu o grau necessário de habilidade na concentração a conhece os símbolos que são utilizados para constituir as diferentes formas, esse mesmo método mostra sua validade, e a chama do altar atrai novamente os Velhos Deuses. Resultados definidos se produzem na consciência dos adoradores; e, se eles emprestam a técnica do espiritista a se podem recorrer a um médium materializador, fenômenos de um tipo bem definido podem ser produzidos.
14. Esse método é empregado nos trabalhos da Missa pelos sacerdotes que têm o conhecimento. Existem dois tipos de sacerdotes na Igreja Romana: o clérigo paroquial a os homens que pertencem a ordens monásticas. Esses monges empregam freqüentemente, no trabalho da Missa, um altíssimo grau de poder mágico, como qualquer sensitivo pode testemunhar. O ato da transubstanciação é, na verdade, a animação de uma forma astral com força espiritual. É no conhecimento dessas coisas a na posse de corpos organizados de homens a mulheres treinados em sua utilização nas ordens monásticas que reside a força da Igreja Católica a Apostólica; é a ausência Jesse conhecimento interior que constitui a fraqueza Jas comunhões cismáticas, ausência que toma os rituais anglicanos, mesmo quando operados com todo o cerimonial, tão diferentes como a água do vinho, quando comparados com os rituais romanos; pois os homens que os operam não têm qualquer conhecimento das operações secretas tradicionais da comunhão romana, a não são treinados na técnica da visualização. Não sou católica, a jamais o serei, porque não me submeteria à sua disciplina, nem acredito que haja apenas Um Nome sob os céus por meio do qual os homens se possam salvar, embora eu reverencie esse Nome, mas reconheço o poder quando o vejo, e o respeito.
15. Mas o poder da Igreja Romana não repousa nos documentos, e sim na função. Ela é poderosa não porque Pedro recebeu as Chaves (e é provável que ele não as tenha recebido), mas porque ela conhece seu trabalho. Não há razão que impeça os sacerdotes da Comunhão Anglicana de operarem com o poder se eles aplicarem os princípios que expliquei nestas páginas. Na Sociedade do Mestre Jesus, que é parte de minha própria organização, a Fratemidade da Luz Interior, rezamos a Missa com o poder porque aplicamos esses princípios. Quando começamos, ofereceram a Sucessão Apostólica aos nossos oficiantes, mas nós a recusamos, porque sentimos que seria melhor utilizar nosso conhecimento para fazer novamente os contatos por nossa conta do que receber a Sucessão Apostólica de uma fonte que não estava acima de suspeitas - e a experiência justificou a nossa escolha.
II
16. Para compreendermos plenamente a filosofia da Magia, devemos lembrar que uma Sephirah isolada não é funcional; a função supõe sempre um par de opostos em equilíbrio, que resulta numa terceira Esfera equilibrada que é funcional. O par de opostos em si não é funcional porque ele se neutraliza mutuamente; só quando se une com a força equilibrada para fluir por uma terceira Esfera, segundo o simbolismo do Pai, da Mãe a do Filho, alcança o par a atividade dinâmica, distinta da força latente que está encerrada nele à espera da invocação.
17.O triângulo funcional da Tríade Superior consiste em Hod, Netzach a Yesod. Hod a Netzach, como já observamos, são, respectivamente, Forma a Força no plano astral. Yesod é a base da substância etérea, Akasha, ou a Luz Astral, como é às vezes chamada. Hod é especialmente a Esfera da Magia, porquanto é a Esfera da formulação de formas, a é, por conseguinte, a Esfera na qual o mago realmente opera, pois é sua mente que formula as formas a sua vontade que reúne as forças naturais da Esfera de Netzach que animam essas formas. Note-se, contudo, que sem os contatos de Netzach, o aspecto da força do astral, a animação não poderia ocorrer; e, em Netzach, sendo essa a Esfera das emoções, os contatos se fazem por meio da simpatia. O poder da vontade projeta o mago para fora de Hod, mas apenas o poder da simpatia pode colocá-to em Netzach. Uma pessoa fria a de vontade dominadora não pode se tomar um adepto que trabalha com o poder, assim como não o pode uma pessoa fluidicamente simpática de pura emoção. O poder da vontade concentrada é necessário para que o mago enfrente sua obra, mas o poder da simpatia imaginativa é essencial para que esses contatos se façam. Pois é apenas através de nosso poder para entrar imaginativamente na vida dos tipos de existência diversos do nosso que podemos entar em contato com as forças da natureza. Tentar dominá-las pela Aura vontade, amaldiçoando-as pelos poderosos Nomes de Deus se elas resistem, é pura feitiçaria.
18. Como já observamos, é por meio dos fatores correspondentes em nossos próprios temperamentos que entramos em contato com as forças da Natureza. É a Vênus interior que nos põe em contato com as influências simbolizadas por Netzach. É a capacidade mágica de nossa própria mente que nos pôe em contato com as forças da Esfera de Hod-Mercúrio-Thoth. Se em nossa própria natureza não existe Vênus a nenhuma capacidade para responder ao chamado do amor, as portas da Esfera de Netzach jamais se abrirão para nós a nunca receberemos a sua iniciação. Da mestna maneira, se não temos qualquer capacidade mágica, que é o trabalho da imaginação intelectual, a Esfera de Hod será um livro fechado para nós. Só podemos operar numa Esfera depois de termos recebido a iniciação dessa Esfera, a qual, na linguagem dos Mistérios, confere os seus poderes. Na operação técnica dos Mistérios, essas iniciações são concedidas no plano físico por meio do cerimonial, que pode ou não ser efetivo. O ponto fundamental da questão reside no fato de que não podemos despertar uma atividade que já não existe em estado latente. A vida é o verdadeiro iniciador; as experiências da vida estimulam o funcionamento das capacidades de nossos temperamentos no grau em que as possuímos. A cerimônia da iniciação a os ensinamentos dadòs nos diversos graus têm por objetivo apenas tornar consciente o que era anteriormente subconsciente, a submeter ao controle da vontade, dirigida pela inteligência superior, as capacidades de reação desenvolvidas que até então só responderam cegamente aos estímulos apropriados.
19. Cumpre lembrar que é apenas na proporção em que nossas capacidades de reação se elevam acima da Esfera dos reflexos emocionais a se colocam sob o controle racional que podemos transformá-las em poderes mágicos. Apenas quando o aspirante - tendo a capacidade de responder em todos os planos, ao chamado de Vênus, pode recusar-se com facilidade a sem esforço à vontade de responder é que ele pode se iniciar na Esfera de Netzach. Eis por que se diz que o adepto utiliza todas as coisas, mas não depende de nada.
20. Esses conceitos são claros para aqueles que têm olhos para ver o simbolismo de Hod. O Texto Yetzirático declara que Hod é a Inteligência Perfeita porque é o instrumento do Primordial. Em outras palavras, é o poder em equilíbrio, pois a palavra "instrumento" implica uma posição intermediária entre dois extremos.
21. O conceito da reação a da satisfação inibidas está expresso no título do Oito de Copas do Tarô, cujo nome secreto é "Sucesso Abandonado". O naipe de Copas do Tarô, no simbolismo do Tarô, está sob a influência de Vênus a representa os diferentes aspectos a influências do amor. O "Sucesso Abandonado", a inibição da reação instintiva, que daria a satisfação - em outras palavras, a sublimação -, é a chave dos poderes de Hod. Mas lembremos que a sublimação não é a mesma coisa que a repressão ou a erradicação, e se aplica ao instinto de autopreservação, assim como ao instinto de reprodução, com o qual a mente popular a associa exclusivamente.
22.O mesmo conceito reaparece no título secreto do Oito de Espadas, que é "O Senhor da Força Diminuída". Temos, nessas palavras, uma clara imagem da suspensão a retenção do poder dinâmico que procuramos controlar.
23. No Oito de Ouros, que representa a natureza de Hod manifesta no plano material, temos o Senhor da Prudência - que é também uma influência restritiva. Mas essas três cartas negativas se resumem sob o governo do Oito de Paus, que representa a ação da Esfera de Hod no plano espiritual, e essa carta recebe o nome de Senhor da Rapidez.
24. Vemos, pois, que é pelas inibições a restriçôes nos planos inferiores que á energia dinámica do plano superior pode ser utilizada. É na Esfera de Hod que a mente racional impõe essas inibições à natureza animal dinámica da alma, condensando-as, formulando-as a dirigindo-as por meio de sua linútação a impedindo-lhes a difusão. É essa operação da Magia que trabalha com os símbolos. Por meio dela, as forças naturais livres são reprimidas a dirigidas aos fins desejados. Esse poder de direção a controle só pode ser obtido pelo sacrifício da fluidez, a Hod é, por conseguinte, justamente considerado como o reflexo de Binah através de Chesed.
25. Tendo considerado os princípios gerais da Esfera de Hod, podemos agora considerar em detalhes o seu simbolismo.
26. O significado da palavra hebraica Hod é Glória, o que sugere de pronto à mente que, nessa Sephirah, a primeira Esfera em que as formas estão definitivamente organizadas, o esplendor do Primordial se revela à consciência humana. Os físicos nos dizem que a luz só se manifesta como azul no céu devido à refração das partículas de pó na atmosfera. Uma atmosfera absolutamente sera pó seria completamente negra. Ocorre o mesmo na metafísica da Árvore. A glória de Deus só pode brilhar na manifestação quando existem formas que a manifestam.
27. A Imagem Mágica de Hod concede um tema muito interessante para meditação. Aqueles que compreenderam o signiflcado das páginas anteriores verão até que ponto a natureza dinámica a formal do trabalho mágico está resumida no símbolo do ser em que se combinam os elementos masculino a feminino.
28. Hod é essencialmente a Esfera das formas animadas pelas forças da natureza; e, inversamente, é a Esfera em que as forças da natureza assumem uma forma sensível.
29. O Texto Yetzirático já foi extensamente comentado e, quanto a esse assunto, o leitor deverá reportar-se a ele.
30. O Nome Divino de Hod, Elohim Tzabaoth, Deus das Hostes, contém o símbolo hermafrodita de modo muito interessante, pois a palavra Elohim é um substantivo feminino com um plural mascuiino, indicando, assim, segundo a maneira dos cabalistas, que ela representa um tipo duplo de atividade ou de força que funciona por meio de uma organização. As três Sephiroth do Pilar Negativo da Árvore têm a palavra Elohim como parte do Nome Divino. Tetragrammaton Elohim em Binah; Elohim Gebor em Geburah; e Elohim Tzabaoth em Hod.
31. A palavra Tzabaoth significa hoste, ou armada. Temos, assim, a idéia da Vida Divina que se manifesta em Hod por meio de uma hoste de formas animadas com força, em oposição à atividade fluídica de Netzach.
32. A atribuiçáo do poderoso arcanjo Miguel a Hod oferece-nos um tema muito interessante para reflexão. Esse arcanjo é comumente representado pisoteando uma serpente a atravessando-a com uma espada, a tendo em mãos um par de balanças, símbolo do equilíbrio, que expressa a mesma idéia do Texto Yetzirático, "Instrumento do Primordial".
33. A serpente pisoteada pelo grande Arcanjo é força primitiva, a serpente fálica dos freudianos; a esse hieróglifo nos ensina que é a "prudência" restritiva de Hod que "amortece" a força primitiva, impedindo-a de ultrapassar os seus limites. A Queda, devemos lembrar, é representada na Árvore pela Grande Serpente, que ultrapassa os limites colocados para ela e ergue suas sete cabeças coroadas até Daath. É muito interessante observar a maneira pela qual os símbolos se interpenetram, reforçando-se a esclarecendo-se mutuamente, a fornecendo os seus frutos à contemplação do cabalista.
34. O coro angélico que opera em Hod é o dos Beni Elohim, os Filhos dos Deuses. Temos novamente o conceito dos "Deuses das Hostes", ou armadas. Um dos conceitos mais importantes da ciência arcana diz respeito à operação do Criador por meio dos intermediários. O não-iniciado e o profano imaginam que Deus trabalha como um pedreiro, juntando tijolos com as próprias mãos a levantando o edifício; mas o iniciado concebe Deus como o Grande Arquiteto do Universo, que desenha Seus projetos no plano dos arquétipos e a Quem recorrem os videntes, os arcanjos, em busca de instrução, dirigindo as armadas dos operários humildes que assentam pedra sobre pedra de acordo com o plano arquetípico do Superior. Constrói o arquiteto com as suas próprias mãos? Não; a tampouco assim foi quando o universo estava sendo edificado.
35. O chakra cósmico, como já observamos, é Mercúrio, a já analisamos o seu simbolismo como Hermes-Thoth.
36. A experiência espiritual atribuída a essa Sephirah é a Visão do Esplendor, que é a compreensão da glória de Deus manifesta no mundo criado. O iniciado de Hod vê além das aparências das coisas criadas a percebe o seu Criador; e, na compreensão do esplendor da Natureza como a veste do Inefável, ele recebe a sua iluminação a se toma um co-operador do Grande Artífice. É essa compreensão das forças espirituais que manipulam todas as manifestações a aparições que é a chave dos poderes de Hod tal como são eles considerados na Magia da Luz. É formando-se um canal para essas forças que o Mestre da Magia Branca ordena as Esferas de Força Desequilibrada, não utilizando os poderes para sua vontade pessoal. Ele é o equilibrador do desequilibrado, não o manipulador arbitrário da natureza.
37. Nessa esfera, que é a Esfera de Mercúrio-Hermes, deuses da ciência a dos livros, vemos claramente que a virtude suprema é a veracidade, e que o aspecto contrário dessa Sephirah é aquele que Mercúrio revela em seu aspecto como deus dos ladrões a dos trapaceiros astutos. Na ética esotérica, acredita-se que cada plano tem o seu padrâo de certo a errado. O padrão do plano físico é a força; o padrão do plano astral é a beleza; o padrão do plano mental é a verdade; e o padrão do plano espiritual é o certo e o errado, tal como entendemos esses termos; portanto não existe ética, a não ser em termos de valor espiritual; tudo o mais é transitório. Na Esfera que é essencialmente a Esfera da mente concreta, é lógico que a Cabala lhe atribua como virtude suprema a veracidade.
38. A correspondência no Microcosmo estabelece-se entre os quadris e as pernas, de acordo com a regência astrológica do planeta Mercúrio.
39. Os símbolos associados a Hod são os nomes, os versículos e o avental. Os nomes são as Palavras de Poder por meio das quais o mago resume a evoca na consciência as potências multiformes dos Beni Elohim. Esses nomes não são, em absoluto, vocábulos arbitrários a bárbaros, sem etimologia ou significado. São fórmulas filosóficas. Em alguns casos, sua interpretação é etimológica, como no caso das divindades egípcias, cujos nomes se baseiam nos nomes das forças que servem para designar forças complexas. Em todos os sistemas mágicos, contudo, que têm sua raiz na Cabala, os nomes mágicos se baseiam no valor numérico das consoantes deste ou daquele alfabeto sagrado; há uma Cabala grega, uma árabe a uma copta, além da bem conhecida hebraica. Essas consoantes, quando substituídas pelos números apropriados, fornecem uma cifra, que pode ser manipulada matematicamente de diversas maneiras. Alguns desses meios estáo de acordo com os métodos da matemática pura, e o resultado volta a se traduzir em letras, revelando correspondências muito interessantes com os nomes das forças similares ou conexas. Esse é um aspecto muito curioso da tradição cabalística, e, nas mãos de mestres experientes, fornece resultados interessantes; mas pode, ao contrário, conduzir o inexperiente ao abismo, porque não há limite para as combinações, a apenas um profundo conhecimento dos princípios pode dizer-nos quando as analogias são legítimas ou não, impedindo-nos de cair na credulidade a na superstição.
40. Os versículos são frases mântricas, a um mantra é uma frase sonora que, quando repetida indefinidamente à maneira de um rosário, opera sobre a mente como uma forma especial de auto-sugestão - cuja psicologia é por demais complexa para que dela possamos aqui nos ocupar.
41. O avental evoca associações imediatas para os iniciados do Sábio Salomão; ele é o traje característico do iniciado nos Mistérios Menores, que é sempre qualificado figurativamente como um pedreiro, isto é, um construtor de formas, a como a Sephirah Hod é a Esfera das operações dos construtores de formas mágicas, o símbolo que lhe corresponde é bastante pertinente. O avental cobre a oculta o centro lunar de Yesod, que estudaremos em seu devido tempo. Como já observamos, Yesod é o aspecto funcional do par de opostos do plano astral.
42. Já estudamos, em páginas anteriores, os quatro oitos das cartas do Tarô, atribuídos a essa Sephirah.
43. Para concluir, temos em Hod a Esfera da Magia Formal, distinta do simples poder mental. As formas que são construídas pelo mago que trabalha com as forças da Natureza são os Beni Elohim, os Filhos dos Deuses.

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Dom Maio 31, 2015 4:06 pm

Mais uma vez irei me apropriar dos textos de A Cabala Mística para dar continuidade aos estudos,

Faço isso pois Fortune colocou de maneira bem didática aspectos funcionais das Sephiroth no entanto ela não é a verdade ultima e espero em outros momentos explicar determinados aprofundamentos...

Mas deixemos de conversar e falemos da Sephirah do instinto e da criatividade,
Nas forças animais que nos guiam, sustentam o mundo e o preenchem de cor e vida.



Netzach


Tftulo: Netzach, Vitória. (Em hebraico: Nun, Tzaddi, Cheth.)

Imagem Mágica: Uma bela mulher nua.

Localização na Árvore: Na base do Pilar da Misericórdia.

Texto Yetzirático: 0 sétimo Caminho chama-se Inteligência Oculta porque é o esplendor refulgente das virtudes intelectuais percebidas pelos olhos do intelecto a pelas contemplações da fé.


Nome Divino: Jehovah Tzabaoth, o Senhor dos Exércitos.

Arcanjo: Haniel.

Coro Angélico: Elohim, deuses.

Chakra Cósmico: Nogah, Vênus.

Experiência Espiritual: A visão da beleza triunfante.

Virtude: Desprendimento.

Vicio: Impudor. Luxúria.

Correspondência no Microcosmo: Os rins, os quadris, as pernas.

Símholos: A lâmpada e o cinto. A rosa.

1. Compreenderemos melhor Netzach contrastando-a com Hod, a Esfera de Mercúrio, pois ambas representam, como já vimos, a força e a forma num arco inferior.

Netzach representa os instintos a as emoções a Hod simboliza a mente concreta.

No Macrocosmo, elas representam dois níveis do processo de concretização da força na forma.

Em Netzach, a força ainda se move com certa liberdade, detendo-se apenas nas formas extremamente fluídicas a de movimento incessante, a em Hod ela toma pela primeira vez uma forma defmida a permanente, embora de natureza extremamente tênue.

Em Netzach, uma forma particular de força se manifesta, traduzida em seres que se movem para a frente a para trás nos limites da manifestação, de maneira extremamente indefinida.

Tais seres não têm personalidades individualizadas, mas são como exércitos com bandeiras que podem ser vistos nas nuvens do Sol poente.

Em Hod, contudo, cada unidade se individualiza, e a existência apresenta continuidade.

A mente é grupal em Netzach, mas Hod inicia o processo da mente humana.


2. Consideremos, agora, Netzach em si, tanto nos aspectos microcósmicos como nos macrocósmicos, não esquecendo que estamos agora na Esfera da ilusão, a que o que é descrito em termos de forma são aparências representadas pelo intelecto para si mesmo a projetadas na luz astral como formas mentais.

É essencial compreender esse ponto, se queremos evitar a queda na superstição.

Tudo que é percebido pelos "olhos do intelecto a pelas contemplações da fé", como afirma pitorescamente o Texto Yetzirático, tem sua base metafísica em Chokmah, a Sephirah Suprema no topo do Pilar da Misericórdia.

Mas, em Netzach, ocorre uma grande mudança em nosso modo de entender os diferentes tipos de existência atribuídos a cada Esfera.

Até agora, percebemos por meio da intuição; nossas apreensôes eram informes, ou, pelo menos, representadas por símbolos altamente abstratos; estes não se manifestam depois de Tiphareth, a chegamos a símbolos concretos como a rosa, atribuída a Vênus, para Netzach, e o caduceu, atribuído a Mercúrio, para Hod.


3. Como já vimos, concebemos as Sephiroth superiores sob o aspecto dos fatores de manifestação a funções.

Vimos, em nosso estudo de Tiphareth, como a Inteligência Mediadora, como a chama a Sepher Yetzirah, decompõe a Luz Branca da Vida única, tal como um prisma, de modo que ela se toma o Esplendor Refulgente de inúmeros matizes em Netzach.

Aqui não temos força, mas forças; não vida, mas vidas.

Muito apropriadamente, portanto, o coro angélico atribuído a Netzach é o dos Elohim, ou deuses.

O Um foi reduzido ao múltiplo para os fins da manifestação na forma.


4. Esses raios não são representados como a pura luz branca pela qual vemos todas as coisas em suas cores verdadeiras, mas como uma cor de diversas nuanças, cada uma das quais revela a intensifica algum aspecto de manifestação especializado, assim como um raio de luz azul só mostrará as cores que lhe são harmônicas, fazendo as cores complementares parecerem negras.

Toda vida ou forma de força que se manifesta em Netzach é uma manifestação parcial, mas especializada; por conseguinte, nenhum ser que tem como Esfera de evolução a Esfera de Netzach poderá experimentar um desenvolvimento completo, mas será sempre uma criatura de uma idéia, de uma única função, simples a estereotipada.


5. É o fator Netzach em nós a base de nossos instintos, cada um dos quais, em sua esséncia não-intelectualizada, dá origem a reflexos apropriados, assim como os lábios de um recém-nascido sugam tudo que é inserido entre eles.


6. Os seres de Netzach, os Elohim, não são inteligências, mas encamações de idéias.


7. Os Elohim, para dar-lhes o seu nome hebraico, são as influências formativas por meio das quaffs a força criativa se expréssa na Natureza.

Seu verdadeiro caráter pode ser percebido em Chesed, onde são descritos pela Sepher Yetzirah como os "Poderes Sagrados".

Em Netzach, contudo, que representa o superestrato do éter refletor, eles sofrem uma mudança, a mente humana que formula imagens começa a operar sobre eles, moldando a luz astral em formas que os representarão à consciência.


8. É muito importante para nós compreender que essas Sephiroth inferiores do plano da ilusão são densamente povoadas pelas formas mentais; que tudo o que a imaginação humana foi capaz de conceber, embora confusamente, tem uma forma revestida de luz astral, a que, quarto mais a imaginação humana se aplicar em idealizá-la, mais definida essa forma se tornará.

É por essa razão que as gerações de videntes, quando procuraram discemir a natureza espiritual e a essência íntima de qualquer forma de vida, encontraram essas imagens, as "criações do criado", a foram iludidos, tomando-as erroneamente pela própria essência abstrata, que não se encontra em qualquer plano que fornece imagens à visão psíquica, mas apenas naqueles que são percebidos pela intuição pura.


9. Quando sua mente era ainda primitiva, o homem adorou essas imagens; por meio das quais representou para si mesmo as grandes forças naturais tão importantes para o seu bem-estar material, estabelecendo, assim, um vínculo entre elas, por meio das quais se desenvolveu um canal por onde as forças que representavam eram derramadas em sua alma, estimulando, assim, o fator correspondente em sua própria natureza, para, dessa forma, desenvolvé-la.

As operações dessa adoração, especialmente quando se tomaram altamente organizadas a intelectualizadas, como na Grécia a no Egito, deram origem a imagens extremamente definidas a potentes, a são elas que geralmente se tomam por deuses.

Gerações de adoração a culto constroem uma imagem fortíssima na luz astral e, quando o sacrifício é acrescentado à adoração, a imagem desce um passo a mais nos planos da manifestação, a adquire uma forma nos éteres densos de Yesod, tomando-se um objeto mágico muito potente, capaz de ação independente quando animado pelas idéias concretas geradas em Hod.


10. Vemos, assim, que todo ser celeste concebido pela mente humana tem como base uma força natural, mas que sobre a base dessa força natural, se ergue uma imagem simbólica que lhe corresponde a que é animada a ativada pela força que representa.

A imagem, portanto, é apenas um modo de representação adotado pelo espírito humano para a sua própria conveniência, mas a força que a imagem representa a que a anima é uma coisa muito real, a que, sob certas circunstâncias, pode ser extremamente poderosa.

Em outras palavras, embora a forma sob a qual o deus é representado seja pura imaginação, a força que se lhe associa é real a ativa.


11. Esse fato é a chave não apenas da Magia Talismãnica em seu sentido mais amplo, que inclui todos os objetos consagrados utilizados no cerimonial a na meditação, mas de muitas coisas na vida que não podemos deixar de observar, mas para as quais não temos nenhuma explicação.

Isso explica muitas coisas na religião organizada que são muito reais para o devoto, mas muito estranhas para o incrédulo, que é incapaz de explicá-las a tampouco de negá-las.


12. Em Netzach, contudo, temos a forma mais tênue dessas coisas, e elas são percebidas muito mais pelas "contemplações da fé" do que pelos "olhos do intelecto".

Na Esfera de Hod, executam-se todas as operações mágicas em que o próprio intelecto surge para conferir forma a permanência a essas imagens tênues a flutuantes; mas, na Esfera de Netzach, tais operações não ocorrem em qualquer grau; todas as formas divinas em Netzach são reverenciadas por meio das artes, a não concebidas por meio de filosofias.

Não obstante, para todos os propósitos práticos, é impossível separar as atividades de Hod a Netzach, que são um par funcional, assim como Geburah a Chesed constituem os dois aspectos do metabolismo, o catabólico e o anabólico.

As funções de Netzach estão implícitas em Hod porque Netzach emana Hod, a os poderes desenvolvidos pela evolução na Esfera de Netzach são a base das capacidades de Hod.

Conseqüentemente, todas as operações mágicas da Esfera de Hod operam sobre a base das tênues formas de vida de Netzach; e, como o intelecto humano trabalha de Esfera a Esfera, muitos poderes de Hod são transferidos a Netzach pelas almas iniciadas que se encontram no caminho da evolução.

As duas Esferas, portanto, não estão claramente divididas a classificadas, mas em cada uma delas predomina definitivamente um certo tipo de função.


13. Os contatos com Netzach não se fazem concebendo-se a vida filosoficamente, nem por meio do psiquismo ordinário criador de imagens, mas pelo "sentimento adequado", como expressou pitorescamente Algernon Blackwood em suas novelas, nas quais tanto transparece a Esfera de Netzach.

É por meio da dança, do som a da cor que entramos em contato com os anjos de Netzach a podemos evocá-los.

O adorador de um deus na Esfera de Netzach entra em comunhão com o objeto de sua adoração por meio das artes; a na medida em que seja um artista, de uma ou de outra maneira, e possa representar simbolicamente sua divindade, ele será capaz de fazer o contato a atrair a vida para si.

Todos os ritos que têm ritmo, movimento e cor trabalha na Esfera de Netzach.

E, como Hod, a Esfera das operações mágicas, extrai sua força de Netzach, segue-se que toda operação mágica da Esfera de Hod precisa ter um elemento Netzach em si para ser animada eficazmente; e, para conceder a base da manifestação, a substáncia etérea precisa ser fornecida por alguma forma de sacrifício, mesmo que este seja apenas a queima de incenso.

Essa questão será mais aprofundada quando estudarmos a Esfera de Yesod, à qual diz respeito.

Mas foi necessário fazermos referência a ela aqui, pois o significado dos ritos de Netzach não pode ser compreendido sem que se entendam os meios pelos quais a manifestação se efetua, e o deus se aproxima de seus adoradores.


14. Consideremos, agora, Netzach do ponto de vista da Árvore da Vida microcósmica - ou seja, da Árvore subjetiva na alma, em que os Sephiroth são fatores de consciência.


15. As Três Supremas e o primeiro par de Sephiroth manifestas, Chesed a Geburah, representam o Eu Superior, tendo Tiphareth como ponto de contato com o Eu Inferior.

As quatro Sephiroth inferiores, Netzach, Hod, Yesod a Malkuth, representam o Eu Inferior, ou personalidade, a unidade de encarnação, tendo Tiphareth como ponto de contato com o Eu Superior, que é às vezes chamado de Anjo da Guarda Sagrado.


16. Do ponto de vista da personalidade, Tiphareth representa a consciência superior, ciente das coisas espirituais; Netzach representa os instintos, a Hod, o intelecto. Yesod representa o quinto elemento, o Éter, a Malkuth, os quatro elementos, que são o aspecto sutil da matéria.

O intelecto humano médio só pode compreender a natureza da matéria densa, Malkuth, e do intelecto, Hod, ambos aspectos concretos da existência.

Ele não pode apreciar as forças que edificam as formas, representadas por Netzach, a Esfera dos Instintos, a Yesod, ou duplo etéreo ou corpo sutil.

Conseqüentemente, devemos fazer um cuidadoso estudo de Netzach, porque sua natureza a importância são muito pouco compreendidas.


17. Entenderemos melhor a natureza de Netzach se lembrarmos que ela é a Esfera de Vênus.

Traduzida em linguagem comum, a linguagem simbólica da Cabala, isso significa que tratamos aqui da função da polaridade, que é muito mais do que apenas o sexo, como se concebe popularmente.


18. É importante notar, a esse respeito, que Vênus, ou, na sua forma grega, Afrodite, não é, em absoluto, uma deusa da fertilidade, tal como Ceres a Perséfone; ela é a deusa do amor.

Ora, no conceito grego da vida, o amor abrange muito mais do que o relacionamento entre os sexos, incluindo a camaradagem dos guerreiros e o relacionamento entre professor e aluno.

As heteras gregas, ou mulheres cuja profissão era o amor, diferiam muito de nossas prostitutas modernas.

O grego reservava a simples relação física dos sexos para sua esposa legal, que era mantida em reclusão no gineceu, ou harém, a que servia simplesmente para os fins da procriação.

A esposa, embora de sangue puro, não recebia educação, nem era encorajada a tornar se atraente ou praticar as artes do amor.

E muito menos era encorajada a adorar a deusa Afrodite, que regia os aspectos superiores do amor; as divindades de sua adoração eram as da familia a do lar; Ceres, a Mãe Terra, era a regente dos Mistérios das mulheres gregas.


19.O culto de Afrodite era muito mais do que o cumprimento de uma função animal, relacionando-se, ao contrário, com a interação sutil da força vital entre dois fatores; o curioso fluxo a refluxo, o estímulo e a reação, que exerce um papel tão importante nas relações dos sexos, mas que ultrapassa, a muito, a Esfera do sexo.


20. A hetera grega era uma mulher culta; evidentemente, havia distinções entre elas, desde a categoria mais baixa, semelhante à da gueixa japonesa, à mais elevada, que mantinha salões, à maneira das famosas escritoras francesas, a eram mulheres de reconhecida virtude física, a quem nenhum homem ousava fazer propostas sensuais; devido à reverência com que a função do sexo era encarada entre os gregos, é provável que, em sua época e sociedade, a vida da hetera grega em nada se aproximasse da degradação da moderna prostituta.


21. A função da hetera consistia em satisfazer tanto o intelecto de seus clientes como seus apetites; ela era tanto uma anfitriã quanto uma cortesã, e a ela recorriam os filósofos a poetas para receber inspiração a aguçar o espírito; pois considerava-se não existir inspiração maior para um homem intelectual do que o convívio com uma mulher culta a vital.


22. Nos templos de Afrodite, a arte do amor era cuidadosamente cultivada, sendo as sacerdotisas treinadas desde a infãncia em sua habilidade.

Mas essa arte não consistia apenas em provocar a paixão, mas em satisfazê-la adequadamente em todos os níveis de consciência; não simplesmente pela gratificação das sensaçôes físicas do corpo, mas pela troca etérea sutil de magnetismo a de polarização intelectual a espiritual.

Tal processo elevava o culto de Afrodite acima da esfera da simples sensualidade a explica por que as sacerdotisas do culto inspiravam respeito a não eram em absoluto consideradas como prostitutas vulgares, embora recebessem todos os que chegassem.

Elas procuravam suprir certas necessidades mais sutis da alma humana por meio de suas hábeis artes.

Nós, os modernos, superamos em muito os gregos na arte de estimular o desejo, criando o cinema, os espetáculos e a música, mas não temos a menor noção da arte muito mais importante de despertar as necessidades da alma humana por um intercâmbio etéreo a mental de magnetismo, e é por essa razão que nossa vida sexual, tanto fisiológica como socialmente, é tão instável a insatisfatória.


23. Não podemos compreender corretamente o sexo se não compreendermos que ele é um dos aspectos do que o esoterista chama de polaridade, a que esse é um princípio que percorre toda a criação, sendo, de fato, a base de manifestação.

Ele é representado na Árvore pelos Pilares da Severidade a da Misericórdia.

Toda a atividade da força está compreendida no princípio da polaridade, assim como toda a função da forma está compreendida no princípio do metabolismo.


24. A polaridade significa essencialmente o fluxo de força de uma Esfera de alta pressão para uma Esfera de baixa pressão, sendo os termos "alto" a "baixo" relativos.

Toda Esfera de energia precisa receber o estímulo de um influxo de energia da pressão superior a enviá-to a uma Esfera de pressão inferior.

A fonte de toda energia está no Grande Imanifesto, a ela segue seu Caminho para baixo, de nível em nível, alterando sua forma de uma Esfera a outra, até se converter, finalmente, em força "terrestre", em Malkuth.

Em toda vida individual, em toda forma de atividade, em todo grupo social organizado para qualquer propósito, exército, igreja ou companhia comercial, vemos a exemplicação desse fluxo de energia percorrendo o circuito. o ponto capital que devemos entender é que, na Árvore microcósmica, há um fluxo descendente a ascendente dos aspectos positivo a negativo de nossos níveis subjetivos de consciência, em que o espírito inspira a mente, e a mente dirige as emoções, a as emoções formam o duplo etéreo, e o duplo etéreo molda o veículo físico, que é o "fio terra" do circuito.

Esse ponto é fácil de compreender, a podemos confirmá-to facilmente quando lhe prestamos a devida atenção.


25. Mas um ponto que não compreendemos facilmente é que há um fluxo a refluxo entre cada "corpo", ou nível de consciência, a seu aspecto correspondente no macrocosmo.

Assim como há uma entrada a uma saída no nível de Malkuth por onde o corpo recebe alimento a água como nutrição a os expulsa com excreções, que são o alimento do reino vegetal sob o polido nome de "adubo", assim também há uma entrada a uma saída entre o duplo etéreo e a luz astral, a entre o corpo astral e o lado mental da natureza, a assim por diante nos planos, sendo os fatores sutis representados pelas seis Sephiroth superiores.

A essência da Cabala Mágica, que é a aplicação prática da Árvore da Vida, consiste em desenvolver esses circuitos magnéticos de níveis diferentes, a assim fortalecer a reforçar a alma.

Assim como o corpo físico se nutre comendo a bebendo, a se mantém saudável pela excreção adequada - processos que poderiam receber o nome de "operações da Esfera de Malkuth" -, assim é a alma do homem vitalizada pelas operações da Esfera de Tiphareth, que se chama também de Esfera do Redentor, que confere saúde à alma.

Sabemos como a iniciação desenvolve os poderes do psiquismo superior a permite a percepção das verdades superiores; o que não compreendemos é que, para percorrer a escala plena do desenvolvimento humano, precisamos também desenvolver nosso poder para entrar em contato com a energia natural em sua forma essencial representada pela Esfera de Netzach.

Estamos acostumados a admitir que o espiritual e o natural são mutuamente antagônicos a que devemos despir um santo para vestir o outro, a concluímos que, se o espiritual é o Bem superior, o natural deve ser necessariamente o Mal inferior; não compreendemos que a matéria é espírito cristalizado, a que o espírito é matéria volatizada, a que não existe diferença substancial entre eles, assim como não existe entre a água e o gelo, sendo ambos estágios diferentes da Coisa única, como os alquimistas a chamam; esse é o grande segredo da Alquimia, que constitui a base filosófica da doutrina secreta da transmutação.


26. Mas a trasmutação dos metais tem uma importãncia meramente acadêmica se comparada à transmutaçâo da energia na alma.

É com essa que o iniciado opera por meio da técnica da Ãrvore da Vida; e, assim como a consciência se transmuta no Pilar Central da Cordura, ou Equilibrio, assim também a energia se transmuta no Pilar da Misericórdia, do qual Netzach é a base, e a forma se transmuta no Pilar da Severidade, do qual Hod, o intelecto, é a base.


27. Em Chokmah, portanto, temos o tremendo impulso da vida, que é a grande potência masculina do universo; em Chesed, temos a organização das forças em complexos interativos; a em Netzach, temos uma esfera em que a evolução, ascendendo de Malkuth como força organizada que anima a forma vivificada, é capaz de fazer contato mais uma vez com a força essencial.

Netzach, a Esfera de Nogah, que é o nome hebraico de Vênus-Afrodite, é, portanto, uma Esfera extremamente importante do ponto de vista do trabalho prático do ocultismo.

Como a maior parte dos ocultistas aprendizes trabalha apenas no Pilar Central, que é o Pilar da Consciência, a não prestam nenhuma atenção ao pilares laterais, que são os Pilares da Função, eles obtêm resultados insignificantes no que diz respeito à iniciaçáo.

O cego guia o cego, e o pretenso iniciador médio das modernas fraternidades ocultistas não compreende que precisa iniciar tanto a subconsciência quanto a consciência, a iluminar tanto os instintos quanto a razão.


28. Até agora, consideramos Netzach do ponto de vista objetivo e subjetivo; resta-nos estudar o simbolismo atribuído a essa Sephirah à luz do conhecimento obtido.


29. Observaremos, de imediato, que o simbolismo contém duas idéias distintas: a idéia do poder e a idéia da beleza; o que evoca o amor que existia entre Vênus a Marte de acordo com o velho mito.

Ora, esses mitos não são fabulosos, a não ser no sentido histórico, mas representam verdades do espírito; e, quando descobrimos a mesma idéia presente em diferentes panteões, quando descobrimos que o cabalista hebreu e o poeta grego, cujas mentalidades eram tão distantes quanto os pólos, apresentaram o mesmo conceito em formas diferentes, devemos concluir que isso não é acidental, mas merece uma cuidadosa atenção.


30. Não utiiizaremos nosso método habitual de analisar os símbolos numa dada ordem, mas vamos classificá-los de acordo com os dois tipos a que pertencem.


31. O título hebraico da Sétima Sephirah é Netzach, que significa Vitória.

Seu título adicional é Firmeza, que evoca a mesma idéia do domínio e da energia vitoriosa.

O Nome divino é Jehovah Tzabaoth, que significa o Senhor das Hostes, ou Deus dos Exércitos.

O coro angélico atribuído a Netzach é o dos Elohim, ou deuses, os regentes da natureza.


32. As quatro cartas do Tarô atribuídas a essa Sephirah contêm a idéia da batalha, ainda que numa forma negativa.

É curioso notar, contudo, que apenas o Sete de Paus tem um significado bom ou positivo, sendo os outros setes cartas de má sorte.

A razão desse fato se esclarece, contudo, quando compreendemos o simbolismo como um todo, de modo que vamos deixá-to de lado por enquanto, reconsiderando-o mais adiante.


33. Analisemos agora o outro grupo de imagens simbólicas.

O chakra cósmico de Netzach é o planeta Vênus, e a imagem mágica é, com bastante propriedade, "uma bela jovem desnuda".

A experiência espiritual atribuída a essa Esfera é a visão da beleza triunfante.

A virtude é o desprendimento ou seja, a capacidade de adotar o pólo negativo.

Os vícios são os causados pelo abuso do amor - o impudor e a luxúria.


34. A correspondência no microcosmo indica os rins, os quadris a as pemas, os quais, como podemos observar, formam o enquadramento dos órgãos geradores, a confirmam a idéia, já esboçada, de que a Deusa do Amor e a Deusa da Fertilidade não são idênticas.


35. Os símbolos atribuídos a Netzach são a lãmpada, o cinto e a rosa.

O cinto e a rosa explicam-se por si mesmos, pois estão tradicionalmente associados a Vênus.

A lãmpada, contudo, requer uma explicação adicional, pois as associaçôes clássicas não nos dão pista alguma a esse respeito.

Devemos voltar à Alquimia.


36. Os quatro elementos estão associados às quatro Sephiroth inferiores, e o elemento Fogo está associado a Netzach.

A lâmpada é a arma mágica utilizada nas operações do elemento Fogo.

Daí a associação com Netzach.

O elemento Fogo está associado à energia ígnea no coração da natureza, e vincula-se ao aspecto marciano da Sephirah Vênus.


37. Vemos, assim, pelo estudo do simbolismo precedente, que o simbolismo de Marte, ou da vitória, está associado ao macrocosmo, e o simbolismo de Vênus, o amor, ao aspecto microcósmico ou subjetivo.

Temos aqui a chave de uma verdade muito importante, que os antigos compreendiam muito bem, mas que precisou esperar a obra de Freud para encontrar uma interpretação em linguagem moderna.

Para dizê-to em outras palavras, a energia elemental, ou, dinamismo fundamental de um indivíduo, está estreitamente associada com a vida sexual desse indivíduo.


38. Esse é um aspecto muito importante de nossa vida psíquica que os psicólogos conhecem muito bem, embora os místicos a os sensitivos não o considerem apropriadamente, pois tendem geralmente a um idealismo que procura escapar da matéria a de seus problemas.

Mas escapar assim é deixar uma fortaleza não-conquistada à retaguarda; e o meio mais sábio - o único meio que pode produzir a plenitude de vida a um temperamento equilibrado - é dar o devido lugar a Netzach, que equilibra o intelectualismo de Hod e o materialismo de Malkuth, lembrando sempre que a Árvore consiste nos dois Pilares da Polaridade, com o Caminho do Equilíbrio entre eles.


39. O verdadeiro segredo da virtude natural reside no conhecimento dos direitos litigantes dos pares de opostos; não existe qualquer antinomia entre Bem a Mal, mas apenas o equilíbrio entre dois extremos; cada um deles é mau quando levado ao excesso; ambos dão origem ao mal se perdem o equilíbrio.

A licença não-controlada conduz à degradação, mas o idealismo desequilibrado conduz à psicopatologia.


40. Há três tipos de pessoas que passam pelo Véu: o místico, o sensitivo e o ocultista.

O místico aspira à união com Deus, a atinge seu fim pondo de lado tudo que não é de Deus em sua vida.

O sensitivo é um receptor de vibraçôes sutis, mas não um transmissor.

O ocultista precisa ser, pelo menos em certa medida, um receptor, mas seu objetivo primário é obter o controle a dirigir os reinos invisíveis, da mesma maneira que o homem de ciência aprendeu a controlar a dirigir o reino da Natureza.


41. Para alcançar esse objetivo, ele precisa trabalhar em harmonia com as forças invisíveis, da mesma maneira que o cientista domina a Natureza, compreendendo-a.

Dessas forças invisíveis, algumas sâo espirituais, originárias de Kether, a algumas são elementais, operando de Malkuth.

As forças Kether do Macrocosmo são recolhidas no Microcosmo por meio do centro Tiphareth, para utilizar a terminologia cabalística; as forças elementais são recolhidas pelo centro Yesod, mas - e este é o ponto capital - dirigidas a controladas na medida em que o equilíbrio é mantido entre Netzach e Hod.


42. Netzach, no Microcosmo, representa o dado instintivo a emocional de nossa natureza, a Hod representa o intelecto;

Netzach é o artista em nós, a Hod é o cientista.

De acordo com a variação de nosso humor entre dinamismo a restrição, assim será a polaridade de Hod a Netzach no Microcosmo, que é a alma.

Se não há influência de Netzach para introduzir um elemento dinâmico, o predomínio de Hod conduzirá a muita teoria e a nenhuma prática nos assuntos ocultos.

Ninguém pode manipular a magia na qual a Esfera de Netzach não tem funçôes, pois o ceticismo de Hod matará todas as imagens mágicas antes de seu nascimento.

Como todas as coisas na Natureza, Hod, não-fertilizada por sua polaridade oposta, é estéril.

É necessário que, em todo ocultista que queira trabalhar praticamente haja um artista.

Embora poderoso, o intelecto, por si só, não confere poderes.

É por meio de Netzach, em nossa natureza, que as forças elementais tem acesso à consciência; sem Netzach, elas permanecem na Esfera subconsciente de Yesod, trabalhando cegamente.

Ensinam os Mistérios que todo nível de manifestação tem sua própria ética, ou padrão de certo a errado, a que não devemos confundir os planos esperando, de um, o padrão do outro que não lhe é aplicável.

No reino da mente, a ética é verdade; no plano astral, que é a Esfera das emoções a dos instintos, a ética é a beleza.

Precisamos aprender a compreender a justiça da beleza, assim como a beleza da justiça, se quisermos que todas as províncias de nosso reino interior obedeçam ao poder central da consciência unificada.


43. Ao penetrar a região das quatro Sephiroth inferiores, entramos na Esfera da mente humana.

Consideradas subjetivamente elas constituem a personalidade a seus poderes.

O objetivo da iniciação oculta é desenvolver esses poderes e, considerados do ponto de vista superior, como deveria ser sempre, sob pena de degenerar na Magia Negra, uni-los com Tiphareth, que é o ponto focal do eu superior, ou individualidade.

Ao discutir Netzach, ultrapassamos, por conseguinte, definitivamente, o portal dos Mistérios, e trilhamos o campo sagrado reservado aos iniciados.


44. Não estou advogando um sigilo, que é simplesmente política clerical, mas há certos segredos práticos dos Mistérios que não convém divulgar para que não ocorram abusos.

Existe também a tendéncia inveterada da natureza humana em aplicar suas próprias definições a termos familiares, a em recursar-se a reconhecê-las fora de suas associações familiares.

Se levantamos uma ponta do Véu do Templo a revelamos o fato de que o sexo é simplesmente uma instância especial do princípio universal da polaridade, a dedução imediata é que a polaridade e o sexo são termos sinónimos.

Se digo que, embora o sexo seja uma parte da polaridade, há muito na polaridade que nada tem a ver com o sexo, minha explicação será ignorada.

Talvez eu seja mais bem compreendida se substituir a terminologia dos psicólogos pela dos físicos mais apropriada, a dizer que a vida só flui através de um circuito; isolemo-la, a ela se tornará inerte.

Encaremos a personalidade como uma máquina elétrica: ela precisa estar ligada à casa de força, que é Deus, a Fonte de Toda Vida, ou não funcionará; mas ela precisa igualmente estar em contato com a Terra, do contrário seu mecanismo não poderá ser posto em movimento.

Todo ser humano precisa estar em contato com a Terra, tanto no sentido literal como no metafórico.

O idealista tenta induzir uma completa isolação de todos os contatos terrestres, a fim de que o poder afluente não se disperse; ele não compreende que a Terra é um grande ímã.


45. A tradição declara, desde a mais remota antigüidade, que a chave dos Mistérios foi escrita na Tábua de Esmeralda, de Hermes, onde estavam inscritas as palavras "Como em cima, tal é embaixo".

Apliquemos os princípios da física à psicologia a teremos a solução do enigma.

Aquele que tem ouvidos para ouvir, que ouça.


46. Consideremos, por fim, o significado das cartas do Tarô associadas a Netzach. São os quatro setes do baralho.


47. Como chegamos à Esfera de influência do plano terrestre, consideramos oportuno explicar o que representam essas cartas menores do Tarô na adivinhação.

Elas simbolizam os diferentes modos de funcionamento das diferentes forças sephiróticas nos Quatro Mundos dos cabalistas.

O naipe de Paus corresponde ao nível espiritual; Copas, ao nível mental; Espadas, ao plano astral; a Ouros, ao piano físico.

Conseqüentemente, se o Sete de Ouros sai na adivinhação, ele significa que a influência ,de Netzach exerce um papel no plano físico.

Reza um velho adágio, "Feliz no amor, infeliz nas cartas", o que não é senão outra maneira de dizer que a pessoa que é atraente ao sexo oposto está perpetuamente em apuros.

Vênus exerce uma influência perturbadora nos assuntos terrestres.

Ela distrai dos negócios sérios da vida.

Assim que sua influência chega a Malkuth, ela deve entregar a palma a Ceres e desaparecer.

São os filhos, a não o amor, que mantêm o lar unido.

O nome cabalístico do Sete de Ouros é Sucesso Incompleto, a devemos apenas passar em revista as vidas de Cleópatra, Guinevere, Isolda a Heloísa para compreender que Vênus no plano físico tem por divisa "Pelo amor, renuncio ao mundo".


48.O naipe de Espadas é atribuído ao piano astral.

O título secreto do Sete de Espadas é Esforço Instável, o qual expressa bastante bem a ação de Vênus na Esfera das emoções, com sua intensidade efêmera.


49. O título secreto do Sete de Copas é Sucesso Ilusório.

Essa carta representa a operação de Vênus na Esfera da mente, onde sua influência em nada contribui para tornar claras as concepções.

Acreditamos no que queremos acreditar quando estamos sob a influência de Vênus.

Nesse plano, sua divisa deveria ser "O amor é cego".


50. Apenas na Esfera do espírito, Vênus está em seu lugar adequado.

Aqui, sua carta, o Sete de Paus, recebe o nome de Valor, que descreve convenientemente a influência dinâmica a vitalizante exercida quando seu significado espiritual é compreendido a empregado.


51. As quatro cartas de Tarô atribuídas a Netzach revelam de maneira muito interessante a natureza da influência venusiana quando esta atinge os planos.

Elas nos ensinam uma lição muito importante, mostrando como essa força é essencialmente instável, quando não tem raízes num princípio espiritual.

As formas inferiores do amor são as emoções, a nestas não nos podemos liar; mas o amor superior é dinâmico a energizador.

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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Neo em Qua Jun 03, 2015 3:49 pm

Descer ao nível da maioria para tentar passar a diante a sabedoria de uma forma que todos possam compreender foi um método bastante utilizado pelos alquimistas e que se for analisado nos registros históricos sempre antecederam grandes mudanças.
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Re: A Sabedoria da Kabbalah

Mensagem por Malklord em Qua Jul 22, 2015 2:10 pm

Tiphareth



Títulos: Beleza.
Imagem Mágica: Um rei majestoso. Uma criança. Um deus sacrificado.
Arcanjo: Rafael.
Símbolos: O lámem. A Rosa-cruz. A cruz do Calvário. A pirâmide truncada. O cubo. Iacchus como o Sagrado Anjo Guardião. Jesus Cristo. Apollo. Harpócrates. Ra e On. Hrumachis. Quetzalcoatl. Oxalá (Oxagiã).
Virtude: Devoção à Grande Obra.
Vício: Orgulho.
Experiência Espiritual: Visão da Harmonia das Coisas. Os Mistérios da crucificação.
Nome Divino: Tetragrammaton Aloah Va Daath (Divino que Tudo Sabe).
Animais: Aranha. A Fênix. Leão como o típico animal solar. Pelicano.
Plantas: A acácia por ser um símbolo de ressurreição na maçonaria.O carvalho, pois é a árvore dos druidas, a representante do sol no reino vegetal. O freixo, sendo desta espécie Yggdrasil, a árvore onde Odin se pendurou para obter o conhecimento das coisas.
Pedra: Topázio por sua cor dourada.
Qliphoth: Tagiriron, o Litígio.


Tif'eret é a palavra Hebraica para beleza. Tif'eret, através das ramificações mostra no diagrama, unidade para todas as nove Sephiroth. Tif'eret é tambem a descendência de Chokmah - Emanação caracterizada pela sabedoria a qual é associada com o Pai de natureza branca Sefiroth, e Binah. Tipheret está relacionada com a Coluna Central e o Mundo da Formação Localiza-se abaixo e entre as Sefirats de Chesed e Geburah. Junto com Chesed e Geburah, forma a tríade superior do Maguen David. O canal para Tipheret é Yaakov e no corpo humano, está relacionada ao tronco.
Tipheret é Beleza porque uma coisa bela, seja um pôr-do-sol, uma flor, um poema ou a mente humana, tem que combinar sabedoria [Chokmah], entendimento [Bimah] e o brilho da Luz para existir como tal.
Tipheret também se refere à beleza porque é o ponto de equilíbrio entre as colunas direita e esquerda, gerando a harmonia, sem a qual beleza nenhuma poderia existir. Também representa a verdade, que vem com esse equilíbrio.
Tipheret nos ensina quando compartilhar e como fazê-lo com equilíbrio, e quando receber ou julgar com amor. Representa aquele equilíbrio entre julgamento e misericórdia que permite a um pai disciplinar seu filho pelo amor em vez de fazê-lo pela raiva reativa.
Bem no Centro da Árvore da Vida se encontra a séfira de Tiphereth.
É ela a mais importante de todas as séfiras, uma vez que sua colocação se acha na posição de equilíbrio de todo o esquema da Árvore.
Do ponto de vista das religiões, a séfira de Tiphereth é considerada como o Centro Crístico.
É aí que as religiões cristãs se apoiam e também todas aquelas que têm como símbolo maior, os deuses sacrificados.
As religiões panteístas se identificam com a séfira de Yesod. As metafísicas, tais como o Budismo e o Confucionismo, se centralizam em Kether, mas a fé cristã tem como característica o centro de Tiphereth.
Em vários gráficos de Árvores, temos 3 figuras principais representando essa séfira : a criança Bacchus Dionisius, a Cruz como presença crística e o Rei Arthur.
Como Tiphereth está associada ao Sol, o doador da Luz, cada uma dessas figuras, à sua maneira, representa um dos aspectos dos deuses sacrificados.
Embora o trabalho de Dionisius não seja compreendido pela maioria das pessoas, que vêem nele o representante da luxúria, a criança representa a pureza e a inocência. Tiphereth nessa posição vai elucidar todo o trabalho do adepto, ou do estudante, que acabará por compreender que é necessário o sacrifício para poder alcançar a Luz Superior, que faz parte do caminho.
Esse sacrifício é embasado no fato de que teremos que chegar à compreensão em relação ao nosso semelhante, pois cada um de nós está em uma das etapas do trabalho de evolução.
Compreender, aceitar e não julgar, é uma tarefa de capital importância para essa séfira. Esse tipo de Compreensão está ligado à consciência superior, onde o ser humano se torna puro e se identifica com a realidade maior e transcendente.

Na Mitologia grega, Apolo se identifica com o Sol, conseqüentemente com Tiphereth. Mas todos aqueles considerados como os deuses sacrificados, pertencem à área de Tiphereth. Cristo para a mística cristã, Odin para os nórdicos, a criança Dionisius para a Mitologia Pan-helênica e para os celtas, o Rei Arthur. Para a Mitologia Egípcia é Rá. Só não cabe aqui Osíris pois, pela sua associação com a Morte, ele é relativo à séfira de Daath.

Uma vez que Tiphereth está no centro da árvore, é a estrela, o Sol do nosso sistema, que corresponde à esta séfira. O Sol, que dá vida, luz e calor, a energia que nos lembra o centro cardíaco do amor e da compaixão.
Essa esfera é a que se liga com todas as outras, exceto Malkuth. Ela tem uma ligação direta com Kether, que representa Deus Manifesto. É o caminho que leva à iluminação e à Verdade suprema.
Tiphareth é o equilíbrio entre Geburah e Gedulah (ou Chesed), entre rigor e amor, entre marte e vênus, entre a justiça e o a misericórdia.
Os dois pilares da vida aqui se equilibram, e sem essa harmonia entre os extremos, sempre se cai em erro. "Justiça sem misericórdia é crueldade. Misericórdia sem justiça é fraqueza - Dion Fortune, em "A Cabala Mística.
No macrocosmo é o equilíbrio que mantém o universo, no microcosmo é o que dá a verdadeira Vida ao homem e o faz evoluir. Representa o Coração, sede do Homem Espiritual.
Quando o homem chegou ao estado evolutivo de tiphareth e alcançou a perfeita harmonia em sua alma, ele pode escalar a árvore da vida direto ao topo, Kether.
Na simbologia da Dion Fortune, no livro já citado, a autora põe nessa esfera um hexagrama e uma cruz. O primeiro representa o equilíbrio e encerra grandes segredos, também simbolizando o número seis. A cruz demonstra o auto-sacrifício a submissão ao Pai (Kether), para falar em termos cristãos. Fala do mistério da crucificação: quando nós sacrificamos a nós mesmos, o nosso ego ou eu inferior ao Espírito supremo, então estamos prontos para nos tornarmos tal espírito, e podemos alcançar Kether.
Do ponto de vista do alto, é o Filho, do ponto de vista do reino da matéria (Malkuth) é um Rei, o nosso Cristo interior, que reside no Coração.
Segundo o texto cabalístico, Tiphareth seria uma espécie de porta, de “tradutor” do que vem de baixo para cima, e vice-versa. Oberve-se: "O sexto caminho é chamado inteligência Mediadora, porque nele são multiplicados os influxos das Emanações; pois causa aquela influênica a fluir para todos os reservatórios as bençãos pelas quais eles são unidos"- Sefer Yetzirah".

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