Os Pantáculos

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Os Pantáculos

Mensagem por Neo em Sab Ago 27, 2016 1:00 pm




Bom, já que temos a confecção de uma pantáculo rúnico marcado para o ritual de dezembro, nada mais justo que falar um pouco sobre o assunto.

A palavra Pantáculo é bastante confundida com a palavra pentáculo, mas tratam-se de coisas diferentes. A palavra pentáculo é formada por um "penta" obviamente relacionado ao número cinco e um ''culo" da raíz latina "culum" que representa um diminutivo. Um pequeno cinco, ou ainda, um resumo comprimido do número cabalístico que o nomeia. O pentáculo é o pentagrama, mas no passado a palavra era utilizada para se referir a qualquer objeto formado por cinco pontas, o que incluía até mesmo, mesas com cinco quinas. Já a palavra pantáculo tem sua raíz no nome do deus Pan, divindade relacionada à terra, por isso essa é a ferramenta mágica relacionada a este elemento.

Na grande maioria das vezes os pantáculos são formados de desenhos geométricos unidos à correspondências mágicas. Sendo assim, podemos entender que todo pentáculo é um pantáculo, mas que nem todo pantáculo é um pentáculo.

Existem dois tipos de pantáculos, o instrumento mágico e o pantáculo talismânico.
Enquanto o talismânico busca solucionar problemas e atrair as coisas que estamos buscando, o instrumento mágico é elaborado pelo magista como um representante do microprósopo(criador microcósmico) é o objeto que simboliza o trabalho interno do magista, o homem recriando o homem. Como estamos constantemente nos aperfeiçoando é natural que o pantáculo também seja reconfigurado de tempos em tempos.
Um bom exemplo do Pantáculo como instrumento é o pentagrama de Eliphas Levi, ou tetragrammaton como ficou conhecido.



Nos próximos posts nos aprofundaremos no assunto junto de alguns exemplos talismânicos.
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Re: Os Pantáculos

Mensagem por Malklord em Sab Ago 27, 2016 7:56 pm

Os pantáculos são uma condensação de forças, são como uma oração simbólica,
Reúnem em um único símbolo os recursos arquetípicos necessários a execuções magísticas,

Saudações!

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Re: Os Pantáculos

Mensagem por Neo em Ter Ago 30, 2016 3:48 pm

Malklord escreveu:Os pantáculos são uma condensação de forças, são como uma oração simbólica,
Reúnem em um único símbolo os recursos arquetípicos necessários a execuções magísticas,

Saudações!

Essa é uma ótima definição.

Continuando, os pantáculos possuem uma linguagem simbólica, assim como suas funções também costumam ser apresentadas de forma simbólica nos grimórios, o que faz com que o usuário não se limite apenas ao conteúdo apresentado(na maioria das vezes inútil quando interpretado no sentido literal), mas possa buscar suas equivalências em elementos e situações análogas ao que é apresentado. E claro despistar os profanos, ignorantes na linguagem filosófica.

Geralmente cada pantáculo por si só poderia encher as páginas de um livro inteiro, o que não se faz necessário quando um dos principais trabalhos do magista deve ser entender a linguagem.

Um bom exemplo dessa linguagem simbólica pode ser encontrado no Grimório do Papa Honório, onde somos apresentados ao pantáculo abaixo, que segundo o livro tem como função deter cavalos, carruagens e aqueles que estão perdidos.




Só o fato de citar cavalos e carruagens já nos dá uma dica de sua função, o que só melhora quando lemos o seguinte trecho:

Lance este pantáculo assim traçado à cabeça dos cavalos e diga:
“Cavalo branco ou preto, de qualquer cor que você possa ser, sou eu quem lhe comanda; lhe conjuro para que não bata violentamente com seus cascos e que Belzebuth não possa mais quebrar as suas correntes. Besta estúpida, você retornará à soberba e maldição.”

Bom, o trecho soa ridículo, mas não se trata de uma invocação como faz parecer ao primeiro olhar, isso é uma orientação, um enigma, muito comum em descrições de rituais como disse Eliphas Levi; as descrições de rituais são geralmente métodos de divinação ou enigmas.

O cavalo branco e o cavalo preto são os mesmos que conduzem a carruagem representada no sétimo Arcano do Tarot.



Na lâmina os cavalos se inclinam em direções opostas, mas o condutor os mantém correndo na direção correta. Como ele faz isso? Com a vontade é claro.

Estes cavalos são representações da dualidade presente em nosso interior, por exemplo a ação racional e a ação instintiva, ambas são opostas, se contradizem, mas devem ser mantidas unidas, uma complementando a outra. O mesmo vale para fé e a razão, movimento e repouso(como vimos na meditação astrológica no dia 24), etc...

Este pantáculo serve para auxiliar o magista a colocar essa dualidade de volta nos trilhos.

Onde Belzebuth entra nisso tudo?

Já diz em Marcos capitulo 7:

Nada há fora do Homem que entrando nele o possa contaminar, mas o que sai do homem é que o contamina

A Escada de Jacó está dentro de cada um de nós e da mesma forma que os anjos descem por ela para nos encaminhar, os demônios também o fazem, subindo pela escada e puxando nosso tornozelo. Quando o autor diz:

"...que Belzebuth não possa mais quebrar as suas correntes."

Ele está estabelecendo sua vontade e se opondo as forças negativas que permeiam a mente humana.

Agora analisemos os símbolos presentes no pantáculo.


A Lua, representando o direcionamento e a vivificação, no interior de um circulo representando a plenitude e ambos no interior do simbolo platônico do Fogo, a iniciativa.

De um lado a receptividade da letra hebraica beth, representada pela letra latina, B.

De outro o simbolo da reconciliação dos opostos, o hexagrama.

Alguns simbolos não estão claros, talvez por deterioração do manuscrito original, então prefiro não me arriscar.

Porém três letras do alfabeto Malachim são facilmente reconhecidas.

No topo o Aleph, o ponto de partida, a iniciativa de movimento.

Acima do hexagrama a letra Mem(ou ainda, na posição em que se encontra, uma das figuras associadas à lua, segundo o Picatrix), cujo significado tem muito a ver com a Lua, maternidade, fecundidade, a água. A fluidez

Abaixo do triângulo está Ghimel, que significa camelo(análogo aos cavalos citados), o único animal capaz de atravessar o deserto, sendo o único transporte possível para esse tipo de jornada. Lembremos também do simbolismo de animais que são montados, sempre relacionados ao que está submisso, sendo conduzido, passivo. Como devem estar estas forças sujeitas à nossa vontade.

Em torno do pantáculo temos uma frase em francês que em uma tradução livre seria o seguinte:

Obedeceis aos seus superiores e estejais sujeitos a eles, pois eles são cuidadosos.

Isso é uma visão superficial, com mais tempo de análise muitas outras coisas poderiam ser compreendidas.
Espero que tenha ficado claro como funciona essa simbologia, não farei esse desmembramento nos demais pantáculos que postarei, não farei pelo tempo exigido nessa tarefa e por ser um trabalho importante do próprio magista fazer, que este sirva de exemplo para o que devem buscar nos demais.
Postarei as metodologias de confecção mais para frente. Por enquanto ainda temos umas coisinhas para aprender...
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Re: Os Pantáculos

Mensagem por Nienna em Ter Ago 30, 2016 11:40 pm

Neo escreveu:Este pantáculo serve para auxiliar o magista a colocar essa dualidade de volta nos trilhos.

Sei que parece leviano destacar uma única frase de um texto com muito mais substância, mas espero me fazer entender corretamente.

De acordo com o meu entendimento, os rituais de uma forma geral, atuam como uma espécie de chave criptografada que permite o duplo acesso ao inconsciente.
Você pode enviar informações específicas para lá ou acessá-las, dependendo do tipo de ritual (ex, Rituais goéticos comumente são usados para acessar-evocação- e enviar informações-pedidos específicos-, embora sua utilização mais correta seja somente em uma via; a de acesso)
Particularmente esse é o motivo da rusga que alimento com relação a certos tipos de rituais, e o trecho supracitado serve como referência ao que digo, pois embora nesse caso o pantáculo não seja especificamente um ritual, ele sempre exigirá um.
Desta forma, quando admite-se que o pantáculo auxiliará o magista a colocar sua dualidade de volta nos trilhos, admite-se também que ele atuará em nível inconsciente, ajudando o magista em seu objetivo.


Sempre parto da premissa de que:

Até que tornemos o inconsciente consciente, ele dirigirá nossa vida e você o chamará de destino” ~ Carl G. Jung

...motivo pelo qual alimento a tal rusga, pois ao meu ver, todo o ritual, embora possa servir as duas vidas, deve ser utilizado somente para o acesso e retirada de material e não o contrário.

É bem verdade que:

"O eu não é senhor em sua própria casa" ~Sigmund Freud

... mas não seria melhor tornar-se mais consciente de seus processos em vez de entregar, cada vez mais, o controle nas mãos do inconsciente?

Por exemplo, a frase;

Obedeceis aos seus superiores e estejais sujeitos a eles, pois eles são cuidadosos.

lembra claramente a ideia de obediência ao Superego, visto que sua principal representação simbólica é autoridade, sempre cuidadosa com relação às exigências do ID.

Então, não seria mais fácil simplesmente entender que o isso significa em vez de fazer desenhos em papéis?

Ha no mundo um excesso de simbolização e entrega ao inconsciente de uma quantidade significativa de ações/decisões e talvez a redução desse processo fosse um importante coadjuvante no caminho até a autoconsciência.
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Re: Os Pantáculos

Mensagem por Neo em Qua Ago 31, 2016 1:43 pm

No caso da Goetia, um magista tem um problema, e para isso vamos usar o exemplo clássico que é o problema financeiro. O magista não consegue guardar dinheiro, não consegue melhorar de vida, o que ele faz?  Ao invés de buscar entender a raíz desse problema e tentar ajustar o que está errado, buscando por novas soluções, ele prefere esquecer isso, afinal, tirando a falta de dinheiro a vida está cômoda do jeito que está. Ele não deseja sacrificar nada, se esforçar em nada, ele só deseja o acréscimo sem ônus.
Então o magista faz uma evocação e chama o daemon que melhor corresponde ao lucro que ele busca, oferece qualquer pagamento que não lhe traga muito prejuízo e sela um pacto. Após o magista finalizar o rito ele apenas espera que forças que ele desconhece atuem para a realização do seu desejo.

Vou dar um outro exemplo, que é o da criação de sigilos na magia do Caos, o magista cria um sigilo para atrair o que deseja e se livra dele, procurando esquecer seu desenho e parando de pensar naquilo que deseja. Mais uma vez espera que algo que ele desconhece traga o que ele deveria buscar com as próprias pernas.

O que difere um verdadeiro adepto de um reles magista, é justamente a busca por se autoconhecer para poder evoluir, claro que tudo na magia como em qualquer outra coisa pode ser usado de maneira leviana, mas não é esse o propósito.


No caso do pantáculo ocorre justamente o contrário do que foi visto acima.

O magista tem um problema, ele busca nas descrições o pantáculo que mais se encaixa com este problema(ou monta o seu próprio).

Ele se atenta para os símbolos que compõem o pantáculo e busca seus representantes dentro de si. Essa não é uma tarefa simples, é necessário exercitar bastante a capacidade filosófica de organizar as ideias com base em analogias. A mente já faz isso, mas de forma inconsciente, é necessário aprender essa linguagem e fazer de forma consciente, não adianta se recusar a fazer isso pq deseja adquirir autoconsciência, pois se tornar autoconsciente significa justamente desvelar o que está inconsciente, vc estará caminhando para isso.

no caso do pantáculo apresentado no outro post, o magista deve saber quem são estes cavalos, qual o simbolismo da Lua no centro do desenho, etc. Essas informações não estão no Grimório ao qual ele pertence, cabe ao magista fazer isso.

Ele realiza um ritual de construção para o pantáculo, este ritual de construção consiste em exercer a vontade.

Em cada etapa vc vai usando sua vontade consciente com o propósito de reconfigurar a raíz do problema que se apresenta universalmente através da analogia entre figuras simbólicas e o problema em si, trata-se do que a Alquimia chama de fixar o volátil, ou seja, tornar sólido o que é abstrato, nossa mente trabalha naturalmente dessa forma. O pantáculo é um auxiliar e não uma moleta, apenas desenhar o pantáculo em um papel não seria muito proveitoso, é necessário que um trabalho interno ocorra ao mesmo tempo, usando o pantáculo apenas como reforço, ou ainda como objetivo, pois o pantáculo mostra o que deverá ser feito em seu interior.

O Pantáculo ensina o que fazer, como na Alquimia as operações físicas nos fazem perceber coisas que não perceberíamos naturalmente, como Malk falou,os pantáculos reúnem em um único símbolo os recursos arquetípicos necessários a execuções magísticas.

Cabe ao magista reconhecer estes recursos.

Com vc mesma sabe, a figura do tetragrammaton, por exemplo, é um simbolo poderoso, mas mais poderoso será o magista que se tornar aquele simbolo, o mesmo vale para os pantáculos.

Aos iniciantes dessa arte digo para não se assustarem, como diria o Professor Clóvis de Barros se fosse ocultista, o mais difícil o autor já fez que foi criar o símbolo, vc só tem que interpretar. Leia, releia, leia de novo, use o brio, Eliphas Levi diz que basta dedicar algumas horas olhando para um simbolo e entenderemos seu significado, tente este método, se não funcionar tente outro.

Quanto a frase disposta em torno do circulo.

Obedeceis aos seus superiores e estejais sujeitos a eles, pois eles são cuidadosos.

Ela é um lembrete de que o Mago deve fazer da sua vontade sua ferramenta mais poderosa, é com ela que ele doma seus instintos e subjuga os espíritos.
Os cavalos deverão demonstrar obediência ao seu senhor, pois ele é cuidadoso. Como esse cuidado é demonstrado? Justamente tendo consciência de qualquer mudança ocorrida, se mantendo sempre atento, segurando firme as rédias, e não permitindo que os cavalos arrastem a carruagem para fora da estrada conforme seus desejos equinos.

Quanto ao excesso de símbolos, eu discordo.

No passado os símbolos foram mais valorizados, a sociedade atual busca sempre a literalidade, o que faz com que fique limitada ao que os olhos veem, isso atrapalha no próprio autoconhecimento. O ato de ancorar em uma forma, o que é abstrato, faz com que possamos não só trabalhar melhor, mas também não perder de vista o que pode facilmente escorregar para as sombras e não ser mais visto.
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Re: Os Pantáculos

Mensagem por Malklord em Ter Set 13, 2016 7:59 pm

Bom a discussão está extremamente saudável, inclusive compartilho no quesito de trabalho inconsciente,

De fato nos tornamos escravos do inconsciente durante muito tempo e precisamos nos tornar mais conscientes, mas como fazer se não utilizarmos a linguagem do mesmo? Como trazer a consciência elementos simbólicos se não através dos símbolos?

Compreender a função dos símbolos e dialogar conscientemente com eles é a chave do trabalho magístico. Além disso é preciso saber driblar as travas "racionais" que acostumamos a suportar.

Outro ponto importante, existem conceitos que não podem ser abarcados por uma linguagem restrita e inferior como a nossa. Existem conceitos que ultrapassam a lógica corriqueira (ex.:como algo pode ser e não ser ao mesmo tempo?) . Existem elementos que fogem a compreensão comum e portanto precisam ser representados com outra ordem de pensamentos, como diria o Espírito de Verdade:

O Espírito de Verdade in o Livro dos Espiritos - Questão 3 escreveu:... Pobreza da linguagem dos homens, que é insuficiente para definir as coisas que estão acima de sua inteligência.

Espero ter esclarecido,

Saudações!

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Re: Os Pantáculos

Mensagem por Neo em Qua Set 14, 2016 12:16 am

Muito bom.
Na Alquimia temos a cabala fonética que é justamente uma linguagem simbólica para tratar de coisas
que transcendem o que pode ser explicado pela linguagem comum. Talvez no futuro poste a respeito, é um assunto um pouco complexo inicialmente, mas que vale a pena.
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Re: Os Pantáculos

Mensagem por Neo em Qui Nov 10, 2016 8:36 pm

Vamos dar prosseguimento ao tópico.




Esse pantáculo segundo sua descrição, serve para conjurar forças celestiais e infernais.

Lembrando que a palavra conjurar tem origem latina, mais precisamente da união entre a palavra COM e a palavra JURARE.

COM significa junto.

JURARE significa prometer, garantir

Ou seja, Conjurar significa prometer junto com outro, um Pacto entre o magista e um gênio, ou as famosas promessas do catolicismo.
Mas não é só isso, quando criamos um pantáculo, estamos criando um apoio para cumprirmos algo que prometemos a nós mesmos, ou seja, a magia pantacular trata de prometer algo apoiado em um simbolo, mais que um lembrete, mas um catalisador.

Catalisador, pense em quando somos jovens que muitas vezes nos apoiamos em amigos para fazer coisas que sozinhos não temos coragem, isso é uma coisa típica da adolescência, já dizem q a união faz a força. É por isso que nos reunimos em grupos, para estudar, discutir ideias, etc.

É por isso que buscamos alguém para dividir a vida conosco, para que possamos ir além.
E assim funcionam os pantáculos, afirmações que podemos carregar em formas simbólicas que servirão para nos impelir a cumprir nossa meta.

Um segredo que o Mago esconde em seu bolso, a chave dos seus prodígios.

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