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Roda do Ano 2021

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Mensagem por Neo Qua Fev 17, 2021 7:26 pm

Aarin e eu estivemos conversando sobre a possibilidade de realizarmos uma roda do ano agora em maio, com o objetivo de "treinarmos" digamos assim algumas técnicas e também alimentarmos o fórum. Depois de uma conversa com Nienna, pensamos em trabalhar com servos astrais, e para propor aqui elaborei a seguinte ideia:

Pensei em fazer cada rito da roda em associação com uma sephirah, de forma que utilizaríamos do simbolismo da data para pensar a forma com que trabalharíamos esta sephirah. Por exemplo, Samhain é uma data em que começamos a nos preparar para a chegada do inverno, e para isso devemos refletir sobre as coisas que queremos preservar e as coisas que precisamos nos livrar, então pegaríamos Malkuth e procuraríamos nas suas correspondências os elementos que gostaríamos de preservar ou nos livrar, e assim por diante. No entanto como a roda do ano é formada por apenas oito festivais, mas existem dez sephiroth, trabalharíamos as três últimas (Kether, Chochmah e Binah) em Mabon, no entanto para que a gente possa trabalhar direito as três, utilizaríamos a janela de três dias da data para realizar três ritos ao invés de um como nas outras datas.

Pensei também em utilizar um planeta para cada rito, no entanto acho que pode não ser uma boa ideia, pois eu não concordo com a associação popular que se faz entre os planetas e as sephiroth, a mais popular de todas se utiliza dos 10 planetas da astrologia moderna, e como vcs já devem estar cansados de saber eu sou o crítico mais rabugento da astrologia moderna  Laughing

E mesmo na atribuição que se faz das Sephiroth com os 7 planetas da astrologia tradicional, não me parece apropriado. Por exemplo, eu não concordo que Saturno deveria ser associado à Binah. E se fôssemos redistribuir os planetas, é possível que criássemos muitas dúvidas que viriam a prejudicar nossa roda, neste caso acho melhor deixarmos isso de lado por enquanto.

Então vamos partir para outro elemento que gostaria de propor. Antes de mais nada gostaria de deixar claro que não utilizaríamos isso no rito propriamente, mas em um estudo paralelo.

Gostaria de propor que em cada rito estudássemos a qliphah correspondente à sephirah que estaremos trabalhando. E por que digo isso?

Dion Fortune escreveu:Poder-se-á perguntar então por quê, sendo essas formas tão perigosas, será preciso estudá-las. Não seria melhor desviar a mente a impedir que as imagens de tais forças se formem na consciência? Em resposta a essa questão, podemos citar os preceitos de Abramelin, O Mago, cujo sistema de magia é o mais completo a poderoso que possuímos. De acordo com esse sistema, o operador, depois de um prolongado período de purificação a preparação, evoca não apenas as forças angélicas, mas também as demoníacas.
Muitas pessoas queimaram os dedos com o sistema de Abramelin, e por uma razão muito simples, pois, se examinarmos seus relatos, descobriremos que elas nunca seguiram o sistema por completo, escolhendo uma cerimônia aqui a uma invocação acolá, segundo seus humores.
Consequentemente, o sistema de Abramelin ganhou má reputação por ser uma fórmula singularmente perigosa, ao passo que, executada por completo, é singularmente segura, porque trata de todas as reações das forças evocadas sob o que poderíamos chamar de "condições de laboratório"
neutralizando-as, assim.
Todo aquele que tenta manipular o aspecto positivo de uma Sephirah precisa lembrar que ela tem também um aspecto negativo, a que, a não ser que ele possa manter o necessário equilíbrio de forças, esse aspecto negativo pode tomar-se dominante a arruinar a operação. Há um ponto em toda
operação mágica em que se encontra o aspecto negativo da força e, a não ser que seja enfrentado, ele jogará o experimentador na fossa que abriu. Há uma sábia máxima mágica que aconselha a não evocarmos qualquer força a não ser que estejamos preparados para enfrentar o seu aspecto adverso.
Ousaríamos, por acaso, evocar a energia ígnea de Marte (Geburah) em nós mesmos, se não nos tivéssemos disciplinado a purificado para podermos impedir a força marciana de chegar aos extremos a induzir à crueldade e à destrutividade? Se temos alguma compreensão da natureza humana, devemos saber que todo indivíduo tem os defeitos de suas qualidades - ou seja, se ele é vigoroso a enérgico, ele está predisposto a incorrer na crueldade e na opressão; se é calmo a magnânimo, está predisposto às tentações do laissez-faire e da inéreia.
As Qliphoth recebem corretamente o nome de Sephiroth malignas e adversas, porque não são princípios ou fatores independentes no esquema cósmico, e sim o aspecto desequilibrado e destrutivo das próprias Estações Sagradas. Não existem, na verdade, duas Árvores, mas apenas uma,
a uma Qliphah é o reverso de uma moeda cujo lado oposto é uma Sephirah. Todo aquele que utiliza a Árvore como um sistema mágico deve necessariamente conhecer as Esferas das Qliphoth, porque ele não tem outra opção senão enfrentá-las.

Então resumindo, vamos estudá-las para neutralizá-las e impedir que venham a influenciar na Roda tanto no momento do rito, como nos períodos entre eles, nos quais geralmente nossas vidas tendem a se ajustar ao período que está sendo trabalhado. A lei do ritmo diz que "À medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação", e é nisso que trabalharemos, pois conforme a própria Dion Fortune diz é na compensação que deveremos trabalhar. O mesmo vai ser dito por Eliphas Levi que até mesmo propõe um método que envolve dedicar o mesmo tempo que se dedicou ao rito, em uma tarefa não mágica que envolva o polo oposto daquilo que se está trabalhando de forma mágica. Um tipo de sublimação mágica, já que não podemos impedir o movimento de oposição, damos uma função para ele que não venha a nos prejudicar. É esse método que Levi propõe que gostaria que utilizássemos para a conciliação desses opostos.

"Tudo é duplo; tudo tem polos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados".

Conforme formos estudando, faríamos também uma postagem sobre cada uma das qliphoth, no tópico de Kabbalah do Malk, ou em um tópico separado, vocês que sabem.

As relações de cada rito ficariam assim:

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Para além disso, como falei acima, criaríamos em conjunto um servo astral, para que nos auxiliasse a cada rito no envio de algo ao restante do grupo, um sonho, uma visão, etc. daríamos um prazo de vida para ele até o último rito.

Separei alguns textos também para utilizarmos nas meditações.

No último rito confeccionaríamos algum objeto, que podemos pensar até lá (proposta de Nienna)

E também pretendo postar a metodologia para cada rito, mas gostaria que participassem dela, dando opiniões, sugerindo possíveis mudanças, para que seja algo realmente nosso. Enfim essa é a proposta, aguardo suas respostas.
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Roda do Ano 2021  Empty Re: Roda do Ano 2021

Mensagem por Malklord Qui Fev 18, 2021 6:15 pm

Concordo.

Minha única duvida é apenas que nem todos estão preparados para lidar com as Qliphoth,
Inclusive esse foi o principal motivo de não postar o conteúdo sobre elas no Fórum, conheço alguns ocultistas tirados a Harry Potter que adoram o tema exatamente por não conhecerem as forças que estão lidando.

Mas se essa for a vontade do Circulo Interno que assim o seja e que sejam abençoados os nossos passos, que tenhamos força e resiliência para lidar com tudo isso.

Os caminhos são longos e os tuneis escuros e perigosos. Mas aquele que porta a Lanterna de Hermes não precisa temer.

Saudações!

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Mensagem por Aarin Federleicht Sex Fev 19, 2021 12:39 pm

Simbora!
Me soa prudente tratar o conhecimento de que precisamos para realizar a tarefa de forma completa, especialmente no que é tornado publico. Evita surpresas não só para nós.

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